Últimos dias de inscrição para a 13ª edição do Diário Contemporâneo

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As inscrições para a 13ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia entraram na sua reta final. O candidato interessado tem só até a meia-noite do dia 16/012 para enviar o seu dossiê. As candidaturas são gratuitas e o edital com todos os detalhes, além da ficha de inscrição está disponível no site dcf.dol.com.br

O tema escolhido, “Todo corpo em deslocamento tem trajetória”, nasce com uma proposição de Lívia Aquino, curadora convidada deste ano. Serão 15 artistas selecionados que farão parte da mostra da 13ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia no Museu Casa das Onze Janelas, Museu da UFPA, Solar da Beira e Associação Fotoativa. Destes, 06 serão escolhidos como Prêmios Aquisição e serão contemplados com R$7.000,00, além da ajuda de custo de até R$2.000,00 oferecida a todos os selecionados para a produção das obras.

>>> Baixe aqui o Edital 2024

>>> Ficha de Inscrição 13ª edição 

“Aqui, a provocação aos artistas visuais, em especial àqueles que se dedicam ao fotográfico e seus desdobramentos, gira em torno do corpo como um território pessoal, de experiências íntimas e únicas, ao mesmo tempo combinado, por estar alinhado ou confrontado, com a experiência social e política”. O corpo é visto para além da sua casca, busca-se a sua tomada de consciência e a relação com o que está ao seu redor”, explicou a curadora convidada.

“A proposição de Lívia Aquino se dirige ao corpo como território pessoal, lugar de vivência única e ao mesmo tempo conectado ou em confronto com a experiência social”, analisou Mariano Klautau Filho, curador geral do projeto.

O JURÍ

Lívia Aquino – Vive em São Paulo. Pesquisadora do campo da cultura e das artes visuais, é professora e artista. Graduada em Psicologia pela UFPR, atua também como psicoterapeuta. Doutora em Artes Visuais e Mestre em Multimeios pela UNICAMP. É professora na pós-graduação em Práticas Artísticas Contemporâneas e na graduação de Artes Visuais e de Produção Cultural da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. Autora do livro Picture Ahead: a Kodak e a construção do turista-fotógrafo, Prêmio Funarte Marc Ferrez 2015. Participou de exposições coletivas no Centro Cultural São Paulo, na Galeria Reocupa Ocupação 9 de julho, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Sesc Belenzinho, na Pinacoteca de São Paulo, no Parque Lage, no Museu do Estado do Pará, na Fundação Joaquim Nabuco, no Museu de Arte de Ribeirão Preto, entre outras. 

Camila Fialho – Vive em Belém. Artista, curadora e articuladora/ativadora de processos artísticos. Doutoranda do PPG em Artes da UFPA, suas pesquisas transitam entre poéticas do deslocamento, paisagem, corpo e espaço, com especial interesse nas práticas colaborativas e na publicação como suporte para criação. Como artista, participou da exposição OUBOUR / عبور – Marseille / Alger / Ghardaïa, com a série Lignes de Ghardaïa (Marselha/FR, 2023); foi contemplada pelo Prêmio Branco de Melo 2022 para realizar sua primeira exposição individual Linhas em Movimento. Sob a assinatura de RaioVerde, plataforma pesquisa e criação compartilhada no campo das artes, em 2022 recebe o prêmio de Incentivo às Artes Visuais e Fotografia “Imagens Cotidianas” promovido pelo Sesc no Pará, com a obra Caxina Machu: o reino das sementes vazias, que também participou da exposição Luz do Norte, 10º Festival de Fotografia de Tiradentes, 2020/2021. Participou ainda da instalação coletiva Mapping Fordlândia, junto do coletivo Suspended spaces, parte da exposição On Fail[l]ed Tales and Ta[y]lors, no espaço La Tabakalera, em San Sebastian, 2019, e itinerâncias na França e no Brasil.

Vi Grunvald – Vive em Porto Alegre. Professora trans do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRGS, onde integra os núcleos de Antropologia Visual e Antropologia e Cidadania. Doutora e Pós-Doutora pela USP, e com formação pela Academia Internacional de Cinema. Co-coordena o Grupo de Reconhecimento de Universos Artísticos/Audiovisuais da UFRJ e pesquisadora de diversos grupos de pesquisa na USP. Professora visitante, em 2022, no Departamento de Psicología Social y Antropología Social da Universidad Complutense de Madrid (UCM) e do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) em Lisboa. Fotógrafa e realizadora audiovisual com trabalhos sobre política, direitos humanos, gênero, sexualidade, parentesco/família, imagem, performance, cinema, táticas documentais e teoria queer/cuir. Membra dos comitês de Gênero e Sexualidade (2021-24) e Antropologia Visual (2019-24) da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Coordena a Comissão de Imagem e Som da ANPOCS, no biênio 2022-2023. Domingo, trabalho realizado com Paulo Mendel e a Família Stronger, selecionado e comissionado pela 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, e exibido no Royal Anthropological Institute Film Festival 2019, recebeu os prêmios Margot Dias e Benjamin Pereira de melhor filme da Associação Portuguesa de Antropologia (APA 2019/2020) e Prêmio ANPOCS de Melhor Curta e Média-Metragem da ANPOCS (2021).

O PROJETO

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inicia em um novo formato de edital. Com a 13ª edição, o projeto propõe o incentivo à formação de acervo através dos Prêmios Aquisição, intensificando o que já vem sendo feito desde a constituição da Coleção, em 2016. 

Criado em 2010, é aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país. Trata-se de um projeto nacional, que em seus mais de dez anos de atuação contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes, além de proporcionar o diálogo entre a produção local e nacional.

O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SECULT), Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIM) e Museu Casa das Onze Janelas; Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA); Associação Fotoativa; Prefeitura de Belém por meio da CODEM e Solar da Beira; colaboração da Sol Informática e oferecimento da BBF.

SERVIÇO

Últimos dias de inscrição para a 13ª edição do Diário Contemporâneo

Data: até 16/02/2024

Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. 

Contatos: (91) 3184-9310, 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. 

Edital e ficha de inscrição no site: dcf.dol.com.br

DCF 2024 nas palavras da curadora convidada

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Texto: Debb Cabral

Até 16 de fevereiro o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com inscrições abertas para a sua 13ª edição que contemplará seis artistas com os Prêmios Aquisição. “Todo corpo em deslocamento tem trajetória”, tema deste ano, é uma proposição de Lívia Aquino, curadora convidada. Os interessados em participar encontram o edital e a ficha de inscrição disponíveis no site dcf.dol.com.br. 

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>>> Ficha de Inscrição 13ª edição 

Artista, pesquisadora e profissional atuante em projetos de arte contemporânea no país, Lívia Aquino é parceira do DCF desde 2016, com destaque especial no acompanhamento dos artistas residentes nas últimas edições. Sobre o convite para a curadoria convidada, ela declarou que “eu tenho um carinho enorme pelo DCF, já participei como artista, como comissão de seleção e também na orientação nas residências em São Paulo e no Farol. Admiro o modo como o projeto acontece no campo das artes, sempre aberto a adaptações ao seu tempo de existência e acontecimento no território de Belém. Esse convite me pegou de surpresa, para mim é um desafio como artista articular essa proposição junto a pessoas que tenho grande admiração pelo trabalho e por suas proposições artísticas”. 

Lívia Aquino é a curadora convidada deste ano. Foto: Irene Almeida

Lívia tem como parceiras na comissão de seleção deste ano a fotógrafa e realizadora audiovisual com trabalhos sobre política, direitos humanos, gênero, sexualidade, parentesco/família, imagem, performance, cinema, táticas documentais e teoria queer/cuir, Vi Grunvald, além de Camila Fialho, curadora e articuladora/ativadora de processos artísticos.

A temática desta edição do DCF nasceu do texto “Trabalho de Vida”, da artista e estudante carioca Matheusa Passareli, pessoa negra e não binária que traz um relato muito íntimo e pessoal mas, ao mesmo tempo, consegue estabelecer relações com outras pessoas e suas vivências. “A proposição da curadoria a partir do texto da Matheusa é justamente por ela articular aspectos de sua experiência pessoal e social, expondo reflexões acerca de como se dá a trajetória do seu corpo em deslocamento pela cidade para cursar uma universidade pública. Estou interessada nessas relações de vida, daquilo que nos mobiliza e afeta a partir do que é próprio mas também do contexto de vida e de histórias que valem desdobramentos, narrativas e processos”, explicou Lívia.

Ainda olhando a partir da situação do deslocamento, a curadora convidada reflete que “o movimento pode ser o que nos impulsiona, nos leva a produzir não no sentido neoliberal mas naquele em que nos reconhecemos fazedores de algo pela nossa experiência, por sermos viventes e desejantes. Gosto muito de pensar com Paulo Freire quando nos diz que o corpo age e a partir dessa ação – que é mover também – surge o conhecimento do mundo ou daquela pessoa. Não gosto da ideia de tomar uma coisa como dada – é o ponto de saída, é o de chegada, é o caminho, para cada um é algo que pode se dar em torno de, em torno da saída, da chegada ou do tanto percorrido, há movimento em todos esses lugares aí”.

A 13ª edição é uma retomada e um fortalecimento daquilo que o DCF já vem construindo há mais de uma década. Com o novo formato de edital, o projeto busca estimular a formação de acervo. “Que façamos uma exposição que mobilize e afete quem visitar, que possamos trabalhar de modo alegre e respeitoso, celebrando a arte e a cultura que fazemos, reconhecendo nosso campo como potente e importante para a produção de conhecimento no nosso país que na história recente tratou tão mal os trabalhadores da arte”, concluiu Lívia ao falar das suas expectativas para a edição de 2024.  

Revelador H2O2, de Alex Sandro Oliveira, integrante da Coleção DCF

O PROJETO

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país. Trata-se de um projeto nacional, que em seus mais de dez anos de atuação contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes, além de proporcionar o diálogo entre a produção local e nacional.

Sua 13ª edição, serão 15 artistas selecionados que farão parte da mostra no Museu Casa das Onze Janelas, Museu da UFPA, Solar da Beira e Associação Fotoativa. Destes, 06 serão escolhidos como Prêmios Aquisição e serão contemplados com R$7.000,00, além da ajuda de custo de até R$2.000,00 oferecida a todos os selecionados para a produção das obras.

O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SECULT), Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIM) e Museu Casa das Onze Janelas; Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA); Associação Fotoativa; Prefeitura de Belém por meio da CODEM e Solar da Beira; colaboração da Sol Informática e oferecimento da BBF.

SERVIÇO
Diário Contemporâneo segue com inscrições abertas para a 13ª edição
Data: até 16/02/2024
Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. 
Contatos: (91) 3184-9310, 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. 
Edital e ficha de inscrição no site: dcf.dol.com.br

Diário Contemporâneo entregará seis Prêmios Aquisição em 2024

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com inscrições abertas até 16 de fevereiro de 2024. Este ano, a grande novidade do projeto são os Prêmios Aquisição, onde os seis contemplados integrarão a Coleção Diário Contemporâneo de Fotografia. Os interessados em participar da 13ª edição, com a temática “Todo corpo em deslocamento tem trajetória”, encontram o edital e a ficha de inscrição disponíveis no site dcf.dol.com.br.

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>>> Ficha de Inscrição 13ª edição 

Lançada ao público em 2016, a Coleção tem sua origem desde a primeira edição do projeto, em 2010. Ela iniciou com os artistas premiados e, a partir de 2014, existem obras que entraram na Coleção por doações a convite da curadoria, entre outros procedimentos. São quase 60 artistas de todas as regiões do país que estão com trabalhos sob a guarda do Museu da UFPA e da Casa das Onze Janelas, instituições parceiras do projeto.

Obra “Morar”, do Coletivo Garapa. Prêmio Memórias da Imagem (2012)

Este conjunto generoso de trabalhos é um recorte importante do que vem se produzindo em arte contemporânea nos últimos anos. “Sem dúvida, o que tentamos com a Coleção é poder reunir uma produção brasileira da fotografia contemporânea em suas mais diversas conexões com as linguagens da imagem, e isso extrapola a fotografia delimitada ao seu território convencional. É uma pista para quem quiser pesquisar e avaliar”, analisou Mariano Klautau Filho, curador geral do projeto.

Integrar um acervo de arte tão diverso e presente em instituições de renome é algo importante também para a trajetória do artista. “A partir do momento em que a obra passa a pertencer ao patrimônio público. Ela pode ser exibida diversas vezes, dinamizada, conservada e pesquisada, tornando-se objeto de conhecimento artístico e cultural”, explicou Mariano.

Nesse sentido, os Prêmios Aquisição, novidade desta edição, são oportunidades de incentivo à formação de acervo. Sobre a escolha do formato, Mariano disse que “a decisão pelos Prêmios Aquisição é uma tentativa mais abrangente de premiação que tem impacto imediato na atualização da Coleção como bem público. Lembremos que são dois museus públicos que abrigam a Coleção DCF: Casa das Onze Janelas e Museu da UFPA; portanto é uma política de expansão do acervo público já que as instituições públicas museológicas não estão fazendo quase nada para fomentar e atualizar seus acervos. É uma contribuição do projeto para preencher uma lacuna institucional, uma deficiência dos nossos museus”.

No total, serão 15 artistas selecionados que farão parte da mostra da 13ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia no Museu Casa das Onze Janelas, Museu da UFPA, Solar da Beira e Associação Fotoativa. Destes, 06 serão escolhidos como Prêmios Aquisição e serão contemplados com R$7.000,00, além da ajuda de custo de até R$2.000,00 oferecida a todos os selecionados para a produção das obras.

Público na 10ª edição observando o trabalho de Rodrigo José que integra a Coleção DCF. Foto: Irene Almeida

O PROJETO

Criado em 2010, é aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país. Trata-se de um projeto nacional, que em seus mais de dez anos de atuação contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes, além de proporcionar o diálogo entre a produção local e nacional.

Sua 13ª edição, com o tema “Todo corpo em deslocamento tem trajetória”, nasce com uma proposição de Lívia Aquino, curadora convidada deste ano. Camila Fialho e Vi Grunvald também integram a comissão de seleção.

O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SECULT), Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIM) e Museu Casa das Onze Janelas; Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA); Associação Fotoativa; Prefeitura de Belém por meio da CODEM e Solar da Beira; colaboração da Sol Informática e oferecimento da BBF.

SERVIÇO

Diário Contemporâneo entregará seis Prêmios Aquisição em 2024

Data: até 16/02/2024

Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto.

Contatos: (91) 3184-9310, 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com.

Edital e ficha de inscrição no site: dcf.dol.com.br

Diário Contemporâneo promove programação de lançamento da 13ª edição

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia lança a sua 13ª edição que nasce com uma proposição de Lívia Aquino, curadora convidada deste ano. Para revelar o tema ao público, o projeto realizará a leitura disparadora e conversa “Corpos Moventes” com Lívia, Camila Fialho e Vi Grunvald, que integram a comissão de seleção. O encontro com o público será no dia 15/12, às 19h, no Museu da Imagem e do Som que fica localizado no Centro Cultural Palacete Faciola.

O encontro será em formato de conversa aberta ao público a partir de questões em torno do corpo e suas representações, que é um dos eixos da temática da convocatória da edição.

Sobre o tema escolhido para esta edição, Lívia explica que “aqui, a provocação aos artistas visuais, em especial àqueles que se dedicam ao fotográfico e seus desdobramentos, gira em torno do corpo como um território pessoal, de experiências íntimas e únicas, ao mesmo tempo combinado, por estar alinhado ou confrontado, com a experiência social e política”. O corpo é visto para além da sua casca, busca-se a sua tomada de consciência e a relação com o que está ao seu redor.

Assim como os corpos, o Diário Contemporâneo também se move e muda. Nas palavras de Mariano Klautau Filho, curador geral, “o projeto continua experimentando, mudando, reconfigurando, buscando formatos e amadurecendo. Tudo isso se intensificou a partir dos 10 anos, em que se está colocando mais em prática a colaboração do projeto com outras pessoas”.

Lívia Aquino é uma destas colaboradoras. Artista, pesquisadora e profissional atuante em projetos de arte contemporânea no país, é parceira do projeto desde 2016, com destaque especial no acompanhamento dos artistas residentes nas últimas edições.

A PREMIAÇÃO

Serão 15 artistas selecionados que farão parte da mostra da 13ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia no Museu Casa das Onze Janelas, Museu da UFPA, Solar da Beira e Associação Fotoativa. Destes, 06 serão escolhidos como Prêmios Aquisição e serão contemplados com R$7.000,00, além da ajuda de custo de até R$2.000,00 oferecida a todos os selecionados para a produção das obras. O edital com todas as informações estará disponível no site dcf.dol.com.br. As inscrições serão online e gratuitas e seguirão abertas até 16 de fevereiro de 2024.

O PROJETO

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inicia em um novo formato de edital. Com a 13ª edição, o projeto propõe o incentivo à formação de acervo através dos Prêmios Aquisição, intensificando o que já vem sendo feito desde a constituição da Coleção, em 2016. Para a mostra deste ano, somado à seleção por edital, um outro grupo de  artistas será convidado pela curadoria para fazer parte da exposição.

Além disso, como parte da edição e completando a proposta da mostra principal, o projeto se constitui de outras exposições especiais que fortalecem a programação como trabalho de pesquisa curatorial, tanto no campo histórico quanto na produção contemporânea emergente.

Para esta edição, a proposta das mostras “In Natura/In Vitro” e “Jacques Huber – Coletas” vem cumprir tais objetivos. A primeira envolverá a relação entre corpo e paisagem com trabalhos que refletem sobre os sentidos de natureza e artifício; a segunda, a produção fotográfica do universo vegetal realizada pelo cientista suíço Jacques Huber no início do século XX como pesquisador  do Museu Emílio Goeldi, em Belém. Ambas exposições terão a curadoria compartilhada entre Mariano Klautau Filho (curador geral do projeto) e Nelson Sanjad, pesquisador do Museu Emílio Goeldi, especialmente convidado para trabalhar com o acervo de Jacques Huber.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país. Trata-se de um projeto nacional, que em seus mais de dez anos de atuação contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes, além de proporcionar o diálogo entre a produção local e nacional.

O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SECULT), Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIM) e Museu Casa das Onze Janelas; Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA); Associação Fotoativa; Prefeitura de Belém por meio da CODEM e Solar da Beira; colaboração da Sol Informática e oferecimento da BBF.

 

SERVIÇO

Diário Contemporâneo promove programação de lançamento da 13ª edição

Data: 15/12/2023

Horário: 19h

Local: Museu da Imagem e do Som, no Centro Cultural Palacete Faciola

Endereço: Avenida Nazaré, nº 138

Informações: dcf.dol.com.br

Diário Contemporâneo divulga premiados e selecionados da 11ª edição

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Em 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia se reinventou mais uma vez. No decorrer dos últimos meses, com a realidade do coronavírus, foi preciso se reconfigurar. As inscrições já são realizadas online e, desta vez, a seleção dos trabalhos também foi. Os dois júris trabalharam nos últimos dias em reuniões virtuais para definir os escolhidos entre os 414 dossiês enviados no total.

“Foi um processo diferente. Nos reunirmos virtualmente, mas trabalhamos coletivamente com muito espaço para troca e para escuta do outro. Foram es escolhidos projetos com poéticas e falas potentes, o que vislumbro uma residência bem interessante, efervescente”, disse a artista Keyla Sobral, integrante da comissão da Residência Farol.

Comissão de seleção da Residência Farol. Foto: Irene Almeida.

Novas dinâmicas que aproximaram, por meio da internet, aqueles que há muito não se viam e puderam, então, se reunir para se debruçar sobre a arte. “O encontro virtual com Lívia e Keyla foi muito produtivo. Tivemos reuniões em alguns dias onde, primeiramente, líamos as proposições, as cartas de intenções e analisávamos trabalhos já realizados pelos artistas inscritos. Tomamos alguns princípios norteadores para nossas escolhas. Essencialmente consideramos que, apesar das pesquisas pessoais e das questões motivadoras de cada proponente, as propostas deveriam se colocar suficiente abertas ao contato com o lugar e com os outros participantes para efetivamente ‘ganhar corpo’. Isso por vezes era perceptível nas propostas de trabalho propriamente ditas mas, outras vezes, se evidenciava na carta de intenções – uma busca por diálogo, por troca, por ser afetadx pelo lugar. Ficamos felizes por chegar a um grupo, ao nosso ver, plural e rico de possibilidade de trocas, colaborações e aprendizados“, contou o professor e artista Alexandre Sequeira, do mesmo júri.

ABRAÇOS E ENCONTROS VIRTUAIS

“Para mim, foi uma experiência gratificante para esse período de quarentena, quando estava, de certa forma, emocionalmente desestruturada. Senti que são novas formas trabalho que chegaram para ficar. A seleção ocorreu tranquila, sem mudanças do presencial. Apenas, sem os abraços! Agradeço a oportunidade de conhecer trabalhos de muitos artistas”, disse a galerista Makiko Akao, que esteve na seleção dos trabalhos para a mostra Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos.

Comissão se seleção da mostra 2020:
Luiz Braga (Foto: Juliany Ledo),
Rosely Nakagawa (Foto: Lana Soares) e
Makiko Akao (Foto: Irene Almeida)

A arte vem como uma resposta ao que se vive, mas ela também traz os seus próprios questionamentos. “A seleção deste ano foi muito peculiar e surpreendente. A primeira surpresa foi o número de inscritos. Por conta da pandemia eu esperava menos trabalhos. Mas o número foi uma média dos últimos prêmios. A segunda surpresa foi a qualidade dos trabalhos e a abrangência nacional dos inscritos. O processo de seleção, graças à tecnologia não foi difícil. Os arquivos dos projetos sempre são enviados por PDF e os aplicativos de comunicação permitiram e facilitaram as diversas reuniões dos curadores e jurados. Foi peculiar a avaliação dos projetos diante da disposição e energia dos envolvidos. A pandemia e o desgoverno estiveram presentes o tempo todo nas discussões, contextualizando as nossas escolhas. Não tinha como ser indiferente”, analisou Rosely Nakagawa que este ano é curadora convidada da mostra.

O Diário Contemporâneo reorganizou seu calendário trazendo a realização das mostras e residências para o segundo semestre, nos meses de outubro e novembro, garantindo assim mais cuidado com a saúde de todos.

“O ato de se prosseguir com a realização do prêmio este ano é um ato de resistência e de valorização da arte e dos artistas. O conjunto de trabalhos escolhidos é uma teia que reforça o papel da arte em trazer esperança ao mundo. A presença da Rosely, como primeira curadora convidada, é também mais um elemento importante e positivo. Ela é uma pessoa muito acolhedora que certamente vai conduzir isso muito bem”, finalizou o fotógrafo Luiz Braga.

Confira o resultado da seleção:

PREMIADOS E SELECIONADOS 2020

  • Anna Ortega (RS) – PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA BELÉM
  • Suely Nascimento (PA) – PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA RECIFE
  • Alline Nakamura (SP)
  • Andreev Veiga (PA)
  • Arthur Seabra (PA)
  • Beto Skeff (CE)
  • Cecília Urioste (PE)
  • Élcio Miazaki (SP)
  • Fernando Jorge (CE)
  • Hans Georg (RJ)
  • Henrique Montagne (PA)
  • Iezu Kaeru (PE)
  • José Diniz (RJ)
  • Karina Motoda (SP)
  • Lara Ovídio (RJ)
  • Melvin Quaresma (PA)
  • Miriam Chiara (MG)
  • Tetsuya Maruyama (RJ)
  • Vanessa Ramos Carvalho (BA) e Sérgio Carvalho (PI)
  • Zé Barretta (SP)

RESIDÊNCIA FAROL

  • Janaina Miranda Lima Silva (DF)
  • Ícaro Moreno Ramos (MG) e Gabriela Sá (RN)
  • Jessica Lemos (BA)
  • Giovanna Picanço Consentini (PA)
  • Marcílio Caldas Costa (PA)

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Lívia Aquino fala sobre a Residência Artística Farol

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Em 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia concederá todos os seus prêmios no formato de residências artísticas, uma delas será coletiva com as suas atividades realizadas na llha de Mosqueiro. Serão cinco premiados, dois paraenses e/ou residentes no Pará por pelo menos três anos e três artistas de outros estados. A Residência Artística Farol será coordenada por Lívia Aquino, artista e professora. As inscrições para a 11ª edição do Diário Contemporâneo terminam nesta segunda-feira (25) e são realizadas somente pelo site do projeto www.diarioconteporaneo.com.br.

Uma residência na Praia do Farol será o atelier e local para hospedagem do grupo em ações como encontros, conversas e atividades de experimentação e criação sob a orientação de Lívia. Essa residência tem um caráter autônomo, não sendo integrada à mostra expositiva. Os interessados em participar da atividade deverão inscrever-se exclusivamente para ela. O dossiê com carta de intenção/proposição para residência, currículo e portfólio de trabalhos será anexado na ficha de inscrição devidamente preenchida no link: http://bit.ly/InscricaoResidenciaFarol.

Amazônia, de Rodrigo José, premiado em 2019

Confira a entrevista com a coordenadora da ação:

Como foi o convite para coordenar a Residência Artística Farol? Como que surgiu a ideia? Ela foi construída a muitas mãos?

Numa das vezes que estive em Belém fui presenteada por Alexandre (Sequeira) com uma ida a Ilha do Mosqueiro, foi um dia muito especial, de muita conversa e afetividade. Conheci parte da ilha, da praia, dos casarios históricos e da ponta do Farol. Na volta, comentei com Mariano (Klautau Filho) sobre algumas impressões e lancei uma proposta de ocupar uma casa específica apresentada a mim com uma residência artística. Isso foi há uns dois anos e vez ou outra ainda retomávamos a ideia da residência. Nesse ano, Mariano aventou essa possibilidade de alargarmos as experiências de residências individuais, das quais participei duas vezes como orientadora, para um grupo que ocupasse a casa e imediatamente topei. Quando acontecer será um momento muito especial para o projeto, de expansão da residência.

Estamos vivendo um momento em que o distanciamento social é necessário. Como você imagina que será esta vivência coletiva depois de tanto tempo de isolamento?

Imagino que ela só poderá acontecer no momento em que estivermos todas e todos seguros para isso, temos uma previsão mas vamos respeitar o que for necessário para a manutenção das vidas. Não sei o que virá, quais experiências os residentes selecionados terão tido nos seus isolamentos, suas perdas, mas imagino que tudo isso atravessará nosso período de convivência conjunta. Estaremos vivos e juntos, lidando com nossas histórias e com a história do entorno que iremos habitar temporariamente.

Você já participou do Diário Contemporâneo de diferentes maneiras, como artista, tutora e agora coordenadora da residência. Fale um pouco sobre a sua percepção do projeto.

Eu sou imensamente grata a receptividade que tenho nesse projeto, participando como você assinalou, de diferentes maneiras. É um projeto que acontece há muitos anos e que se permite avaliações, revisões, novas perceptivas. Isso é muito rico, mantém viva a perspectiva de que um projeto cultural e artístico pode ser revisto ao longo de sua existência.

LÍVIA AQUINO

Pesquisadora do campo das artes visuais é professora e artista. Doutora em Artes Visuais e Mestre em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente é coordenadora da pós-graduação em Fotografia e professora da pós-graduação em Práticas Artísticas Contemporâneas e no Tecnólogo em Produção Cultural da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. Ministra oficinas em diversas instituições culturais.

SERVIÇO: 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com inscrições abertas até dia 25/05. Contatos: (91)98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Diário Contemporâneo segue com inscrições abertas

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-> Inscrições prorrogadas até 25/05. Saiba mais AQUI.

O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com inscrições abertas aos artistas e fotógrafos brasileiros. A ficha e as informações sobre a edição estão disponíveis no site do projeto: www.diariocontemporaneo.com.br. O prazo foi estendido e 30 de abril é o último dia para os interessados submeterem o seu dossiê e concorrerem a um dos três prêmios de residência artística. Além disso, 20 artistas serão escolhidos para integrar a mostra com curadoria convidada de Rosely Nakagawa.

“Vastas emoções e pensamentos imperfeitos”, referência direta ao romance de Rubem Fonseca, foi o tema escolhido para esta edição. Uma provocação que parte da ficção para que o artista a interprete no mundo real.

Pequeno ritual do tempo, de Coletivo Amapoa, selecionado em 2019.

“Gostava de perambular pelas ruas, para ver as pessoas” diz o narrador e protagonista da história. O quanto isso mudou para todos nos dias atuais de isolamento social e reclusão doméstica? Que mundo se vê pelas janelas das casas, das TVs, das telas de celulares e computadores?

O projeto toma de empréstimo “o impacto poético que o belo e significativo título de Fonseca é capaz de causar sobre o artista a ponto de, por meio de sua múltipla significação, lhe oferecer ferramentas possíveis para a expressão de um mundo contemporâneo que, a um só golpe, avança e recua no limite das distopias; se movimenta entre conquistas da liberdade e o fracasso das políticas; ou que ‘simplesmente’ é arrebatado por fortes emoções que tornam por vezes os caminhos erráticos como alternativas poéticas de resistência”, explica Mariano Klautau Filho, curador do Diário Contemporâneo.

Todos os anos os artistas devolvem os questionamentos do projeto com outros questionamentos, outras inquietações. Este ano não será diferente, talvez isso seja até potencializado. Este é o poder da arte de fazer comunicação, de dar forma ao que é apenas pensamento.

Ficção e vida real. Experiências do cotidiano são transformadoras e, por isso, este ano o projeto aposta nas potencialidades da residência artística em suas premiações.

São elas: 

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA BELÉM

Destinado a um artista domiciliado fora do Pará. O premiado receberá uma bolsa para residir e produzir na cidade, sob a orientação do artista e pesquisador Alexandre Sequeira, por meio de seu projeto de pesquisa “Residência São Jerônimo”.

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA RECIFE

Destinado a um artista paraense atuante e/ou domiciliado no Pará por pelo menos três anos. O premiado receberá uma bolsa para residir e produzir na cidade de Recife/PE, sob a orientação da artista visual Ana Lira.

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA FAROL

Destinado a cinco artistas, dois paraenses e/ou residentes no Pará por pelo menos três anos e três de outros estados. Os premiados receberão uma bolsa para residirem e produzirem na Ilha fluvial de Mosqueiro/PA. Eles terão como atelier e local para hospedagem uma residência na Praia do Farol, além da orientação da artista Lívia Aquino.

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O PROJETO

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um edital aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país.

Em sua 11ª edição, ele propõe atividades mais compartilhadas desde as suas residências artísticas até as experiências curatoriais e programação formativa.

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SERVIÇO:  O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com inscrições abertas. Contatos: (91)98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Os movimentos e fluxos da Residência Artística Farol

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-> Inscrições prorrogadas até 25/05. Saiba mais AQUI.

Em 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo concederá todos os seus prêmios no formato de residências artísticas. Duas delas serão realizadas em Belém e Recife, a terceira será na llha de Mosqueiro. Cinco artistas serão premiados nesta última, sendo selecionados dois paraenses e três artistas de outros estados. A Residência Artística Farol será coordenada pela artista, pesquisadora e professora Lívia Aquino. Os interessados em participar deverão inscrever-se exclusivamente para esta categoria de residência coletiva. O dossiê deve ser anexado na ficha de inscrição. Todas as informações estão no site http://www.diariocontemporaneo.com.br/.

Os residentes, durante o período de 21 de junho a 10 de julho de 2020, terão como atelier e local para hospedagem uma residência na Praia do Farol.  Eles participarão de encontros, conversas e atividades de experimentação e criação artística.

Por seu caráter coletivo, o Prêmio Residência Artística Farol é uma atividade autônoma, não integrada à mostra expositiva. Pensando nisso, o projeto formou uma comissão específica para realizar a seleção dos candidatos que realizarão essa atividade. Ela é formada por Alexandre Sequeira, Keyla Sobral e Lívia Aquino.

Viva Maria, intervenção de Lívia Aquino na fachada do MEP, no 9º Diário Contemporâneo. Foto: Irene Almeida

MOVIMENTOS E DINÂMICAS

A residência artística é uma proposta voltada à formação e experimentação do artista. “O deslocamento de seu círculo de relações sociais habituais e com a perspectiva de estar em convívio com o outro, instiga o artista a reorientar sua dinâmica de trabalho, pautada agora pela incorporação de outras linhas de força”, observou Alexandre Sequeira.

O artista paraense já recebeu dois residentes do Diário Contemporâneo em edições anteriores através do seu projeto Residência São Jerônimo. Isso vai ocorrer em 2020 de novo, quando um novo premiado de fora de Belém vier para cá.

A experiência da residência não tem impacto somente no artista, mas em todo o seu entorno e naquele que o acolhe, como é o caso de Alexandre.

“A Residência São Jerônimo mantém em sua estrutura, ainda a figura de um morador, no caso eu que, além de trabalhar como artista, atuo em outro contexto (o da universidade) como professor. Mas quando incorporei essa forma de utilização de meu espaço residencial, buscava, acima de tudo, a possibilidade de ativar encontros e trocas de ideias”, acrescentou.

Sem título, da série “Residência São Jerônimo”. Foto: Alexandre Sequeira.

PRÁTICAS COLETIVAS

A Residência Farol se diferencia das outras duas residências deste ano pelo seu aspecto coletivo. Serão cinco artistas que conviverão, realizarão trocas e terão experiências em comum.

Para isso, Lívia Aquino elaborou atividades especialmente pensadas para esta ação. “São conversas e trocas de processo entre os artistas residentes; ativações e ações partilhadas e/ou coletivas que podem ser construídas pelos residentes; encontros com artistas e pesquisadores que vivem e produzem em Belém; rodas de leituras que partem da experiência da ilha do Mosqueiro, sua história e da praia do Farol, bem como da casa onde acontece a residência”, contou ela.

Lívia também já recebeu dois residentes do Diário Contemporâneo antes. Desta vez, ela também se desloca, torna-se alguém em movimento, fora do seu ambiente cotidiano. Isso tudo tem impacto, inclusive, nas dinâmicas que ela realizará em Mosqueiro.

Retrato Falado 1, de Keyla Sobral, selecionada em 2017.

A LIBERDADE DO FAZER

As residências do Diário Contemporâneo não têm o compromisso com a apresentação de um resultado expositivo. O projeto propõe liberdade para que os artistas criem, pensem e se dediquem aos seus procedimentos. Ao fazer isso, investe na formação e mostra que a arte não está presa a um produto final, mas sim, ao processo. É por isso que o projeto entende a importância de dar todo o suporte e estrutura para que os artistas desenvolvam seus trabalhos.

“É extremamente enriquecedor essa troca de experiências, esse diálogo, que faz você pensar no seu próprio trabalho. Você não fica preocupado com um resultado imediato, acaba possibilitando uma aproximação mais minuciosa com o seu projeto, a sua pesquisa. É um momento de trocas e reflexões, e, que pode culminar num trabalho fechado ou em andamento. Para mim, o importante é o processo, a própria experiência desse encontro”, finalizou Keyla Sobral.

SERVIÇO:  O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até o dia 29 de março. Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310, 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Conheça a Residência Artística Farol

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-> Inscrições prorrogadas até 25/05. Saiba mais AQUI.

Em 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo concederá todos os seus prêmios no formato de residências artísticas. Duas delas serão realizadas em Belém e Recife, a terceira será na llha de Mosqueiro. O prêmio de 15.000,00 desta última será dividido entre cinco premiados que receberão uma bolsa no valor de R$ 3.000,00 cada. Serão selecionados dois paraenses e/ou residentes no Pará por pelo menos três anos e três artistas de outros estados. A Residência Artística Farol será coordenada pela artista Lívia Aquino.

Os residentes, durante o período de 21 de junho a 10 de julho de 2020, terão como atelier e local para hospedagem uma residência na Praia do Farol.  Eles participarão de encontros, conversas e atividades de experimentação e criação artística sob a orientação de Lívia.

Os interessados em participar da atividade deverão inscrever-se exclusivamente para ela. O dossiê com carta de intenção/proposição para residência, currículo e portfólio de trabalhos será anexado na ficha de inscrição devidamente preenchida no link: http://bit.ly/InscricaoResidenciaFarol

Fotos: Mariano Klautau Filho

O recurso financeiro da bolsa será destinado ao custeio de despesa com alimentação e locomoção na ilha e será pago três dias antes do início da residência. As passagens aéreas serão custeadas pelo projeto e não estão inclusas no valor da bolsa.

Por seu caráter coletivo, o Prêmio Residência Artística Farol é uma atividade autônoma, não integrada à mostra expositiva. Portanto, o projeto formará uma comissão específica para realizar a seleção dos candidatos que realizarão essa atividade.

RESIDÊNCIA FAROL POR LÍVIA AQUINO

Voltada para artistas e fotógrafos, a Residência Farol acontece no Mosqueiro, uma ilha fluvial localizada no rio Pará, a 70 km de Belém, em frente à baía do Marajó.

Lugar de veraneio, com praias de água doce, a ilha faz parte da história do ciclo da borracha no estado. Ao longo de três semanas os cinco residentes irão conviver numa casa situada na Praia do Farol na qual terão espaço para produzir, realizar encontros e conversas.

Atividades elaboradas para o período da residência:

  • Conversas e trocas de processo entre os artistas residentes;
  • Ativações e ações partilhadas e/ou coletivas que podem ser construídas pelos residentes;
  • Encontros com artistas e pesquisadores que vivem e produzem em Belém;
  • Rodas de leituras que partem da experiência da ilha do Mosqueiro, sua história e da praia do Farol, bem como da casa onde acontece a residência.

LÍVIA AQUINO

Pesquisadora do campo das artes visuais é professora e artista. Doutora em Artes Visuais e Mestre em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente é coordenadora da pós-graduação em Fotografia e professora da pós-graduação em Práticas Artísticas Contemporâneas e no Tecnólogo em Produção Cultural da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. Ministra oficinas em diversas instituições culturais.

Em 2015 foi contemplada com o Prêmio Funarte Marc Ferrez. Participou de exposições na Pinacoteca de São Paulo, no Centro Cultural São Paulo, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Instituto Tomie Ohtake, na Fundação Joaquim Nabuco, no Museu de Arte de Ribeirão Preto, no Sesc São Carlos, na Fototeca de Cuba. Autora do livro Picture Ahead: a Kodak e a construção do turista-fotógrafo.

SERVIÇO:  11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310, 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. Inscrições abertas até 29 de março. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

RETROSPECTIVA – 2018: Realidades e representações

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realizou em 2018 a sua 9ª edição. “Realidades da Imagem, Histórias da Representação”, temática escolhida, teve como objetivo selecionar e premiar obras que propusessem uma reflexão ampla sobre a prática social por meio da arte e o fazer artístico como expressão histórica.

Toda produção artística está ligada ao seu tempo e aos seus autores, sendo assim uma expressão histórica desde já. Por mais que a fotografia tenha alcançado o patamar de arte, abraçando a ficção, ela nunca deixou de ter relação com o mundo real. O que mudou foi a forma de se relacionar. O que antes tinha a obrigação de ser a cópia fiel da realidade, hoje se apresenta como um recorte dela, um olhar, uma possibilidade sensível que convida para ao diálogo.

Os artistas narram o mundo em que vivem. Ao acolher as diversas ideias, grupos e debates, o projeto reforçou a potência da arte em resistir e de se fazer presente no que estar por vir.

Terrane, de Ana Lira, artista selecionada

O JÚRI

Rosely Nakagawa, arquiteta pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP/SP, integrou a comissão de seleção. Ela tem especialização em Museologia (USP) e em Semiótica da Comunicação (PUC/SP), além de atuar como curadora independente. Rosely inaugurou a programação da 9ª edição do com a conversa “Trajetória da curadoria de fotografia brasileira”, na qual falou sobre seu trabalho com os artistas da fotografia e sobre a valorização da atividade curatorial como um campo de reflexão sobre arte.  Ela ainda realizou o workshop “O livro como território de criação”.

Walda Marques também fez a seleção dos trabalhos. Ela iniciou na fotografia em 1989, nas oficinas de Miguel Chikaoka, trabalhou com maquiagem para teatro e televisão e, em 1992, fundou o estúdio W.O. Fotografia, em parceria com Octavio Cardoso. Walda foi a artista convidada da 4ª edição do projeto.

A mestre e doutora em Artes Visuais pelo PPGAVI do Instituto de Artes da UFRGS, com pesquisas sobre arquivos fotográficos e compartilhamentos de imagens via web, Flavya Mutran, finalizou a banca.

ARTISTA CONVIDADA

Flavya Mutran, que atualmente é professora do Departamento de Design e Expressão Gráfica na Escola de Arquitetura da UFRGS, em Porto Alegre (RS), onde vive desde 2009, foi a artista convidada da 9ª edição.

Redes, tecnologia, globalização. A internet se tornou uma grande enciclopédia virtual e a artista mergulhou nela em pesquisas que tem como foco desde a figura humana até o “apagamento” desta. Flavya apresentou trabalhos conhecidos como EGOSHOT, BIOSHOT e DELETE.use reunidos na mostra “Lapso”.  Além disso, o público pôde conhecer mais sobre os seus processos em uma conversar realizada no Museu da UFPA.

Dá série DELETE.use. Foto: Flavya Mutran

PREMIADOS E SELECIONADOS

Pelo segundo ano consecutivo o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia apostou na residência artística. Dois dos seus três prêmios foram concedidos neste formato.

O paraense Ionaldo Rodrigues conquistou o Prêmio Residência Artística São Paulo com a sua pesquisa “C Nova Feira”. Ele propôs uma instalação com fotografias que registram uma feira na Cidade Nova fotografada por alguém a serviço da Companhia de Habitação do Estado (COHAB). Memória, patrimônio, esquecimento e política foram trabalhadas em suas poéticas.

O paulista Ricardo Ribeiro levou o Prêmio Residência Artística Belém. Seu trabalho vencedor, “Puxirum”, é um projeto iniciado em 2016 e tem lugar em São Pedro, uma comunidade de 120 famílias nas margens do rio Arapiuns, oeste do Pará. Suas imagens proporcionaram uma sensação de vida em suspensão, por acontecer. Uma exploração deste tempo e espaço tão frequentemente habitados pelo ribeirinho e tão fugaz para a maioria dos demais.

O artista plástico paulista Edu Marin Kessedjian teve a sua instalação áudio-fotográfica “Abrigo” contemplada com o Prêmio Diário Contemporâneo. O trabalho faz referência à vida que acontece nos hotéis de alta rotatividade do ‘centro novo’ de São Paulo. São espaços baratos, no geral ocupados apenas por algumas horas, pelos motivos mais variados.

Foram selecionados ainda Ana Lira (PE), André Penteado (SP), Camila Falcão (SP), Élcio Miazaki (SP), Emídio Contente (PA), Fernando Schmitt (RS), Fernando de Tacca (SP), Gabriela Lima (RJ), Ivan Padovani (SP), João Castilho (MG), João Paulo Racy (RJ), José Diniz (RJ), Marcelo Kalif (PA), Marcílio Caldas Costa (PA), Marco Antonio Filho (RS), Maurício Igor (PA), Natasha Ganme (SP), Paulo Baraldi (SP), Pedro Clash (SP), Roberto Setton (SP), Sérgio Carvalho (PI), Thiéle Elissa (RS) e Tiago Coelho (RS). A convite da curadoria do projeto os artistas Armando Sobral (PA), Brenda Brito (PA), Lívia Aquino (CE) e Renata Aguiar (AM) também exibiram seus trabalhos no museu.

Na abertura da exposição também foi lançado o catálogo da coleção de fotografias do projeto.

VIDEOARTE

A novidade da edição foi a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto da artista e professora Elaine Tedesco, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dentro da exposição ainda houve a sessão “Ao lado dela, do lado de lá”, trazendo vídeos contemporâneos de mulheres artistas. A oportunidade de circulação trazida pelo Diário Contemporâneo permitiu a difusão das obras dos artistas e favoreceu o ambiente de reflexão sobre o vídeo.

Elaine também participou de uma conversa com o público de Belém. Em “Audiovisual Sem Destino – um projeto de vídeo no Brasil” ela falou sobre a estruturação do edital nacional que busca mapear o que se está pensando e produzindo em videoarte no país.

A saga do Herói (2016), de Lívia Pasqualli, que integra a mostra AVSD

 

AÇÕES

Intitulada “Tempo para duvidar: por uma formação de espíritos livres”, a ação educativa da 9ª edição teve a coordenação de Rodrigo Correia. Ele convidou a fotógrafa e pesquisadora, Cinthya Marques, para realizar a curadoria educativa do projeto e o minicurso de formação de mediadores.

Em parceria com a Associação Fotoativa e o Projeto Aparelho, o projeto realizou a oficina “Um convite para [o] olhar”, com as crianças do Porto. Pelas ruas do entorno elas foram fotografando o que mais gostavam no lugar onde vivem. Duas saídas fotográficas foram realizadas, além de uma exibição particular do que foi produzido. O resultado foi compartilhado com o público em uma exposição dentro do mercado integrando o Projeto Circular Campina Cidade-Velha

Os artistas premiados na edição com as residências artísticas, Ionaldo Rodrigues e Ricardo Ribeiro, além de Lívia Aquino e Marisa Mokarzel, suas respectivas tutoras, participaram de uma conversa com o público de Belém sobre todo o processo.

A fotógrafa e artista visual pernambucana, Ana Lira, foi uma das selecionadas e, a convite do projeto, ministrou uma oficina para o público de Belém. “Entre-frestas” promoveu uma reflexão sobre os circuitos de criação, pensando no cotidiano como espaço de construção permanente. Ana também realizou a roda de conversa “Narrativas em presentificação: um diálogo com o projeto Terrane”, na qual contou sobre seu trabalho e história de vida, situando o público em seus percursos artísticos e pessoais que são constantemente entrelaçados.

A fotografia é uma ferramenta para evidenciar situações sociais e trazer questionamentos sobre a complexidade do contexto vivido. Foi com esse pensamento que o projeto convidou o professor Leandro Lage para debater “Imagem, Política e a Sobrevivência do Desejo”.

INSPIRAÇÃO

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inspirou pelo segundo ano consecutivo os estudantes da Escola de Ensino Médio e Fundamental Cornélio de Barros, do bairro da Marambaia, a contarem suas próprias histórias através da fotografia.

A 2ª Mostra Fotográfica “Retratos em Preto e Branco” contou com a participação de 70 estudantes do 1º ano do ensino médio e do 9º ano do ensino fundamental, dos quais 30 foram selecionados para expor no Teatro Estação Gasômetro. A iniciativa veio a partir de uma proposição do professor de artes José Carlos Silveira depois das visitas às exposições do Diário Contemporâneo.

O PROJETO

Em 2019, o Diário Contemporâneo comemora uma década de atuação. Ele se tornou um dos grandes editais de competição do país, além de consolidar o Pará como um espaço de criação e reflexão em artes.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.