A documentação e a arte em debate no “Diálogos DCF”

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A obra Cena, de Paulo D’Alessandro

A programação do “Diálogos DCF” continua nesta quarta-feira (17), às 20h, no canal do YouTube. O projeto que traz discussões sobre as obras apresentadas nas duas mostras da edição 2021 do Diário Contemporâneo de Fotografia, reúne desta vez os artistas Paulo D’Alessandro (SP), Julia Milward (DF) e  Marcílio Costa (PA). As obras refletem sobre o limiar entre realidade e ficção a partir da interferência do olhar do artista na documentação da realidade, com mediação de Ceci Bandeira e Savio Stoco, do comitê científico do projeto.

O artista Paulo D’Alessandro (SP) apresenta três obras nesta edição da mostra, “A bigger splash”, “Close Up” e “Cena”. Os trabalhos partem de um grande acervo resultante do trabalho de Paulo como documentarista de eventos sociais e culturais na cidade de São Paulo. Nas obras, ficção e realidade se misturam, ao inserir uma poética cinematográfica em cenas documentais. Ao captar os gestos expansivos das festas e encontros, o artista se torna um diretor de cena, um organizador dos personagens dentro do quadro, imprimindo caráter de teatralidade às performances corporais documentadas.

O  retrato de mulheres em colunas sociais dos anos 1950 e 1960 é o pano de fundo do trabalho de Julia Milward (DF). A obra “Renomes” traz interferências às imagens documentadas pela elite do período, nas quais as mulheres eram identificadas pelo sobrenome dos maridos. Milward se apropria dessas imagens, aumenta suas dimensões e interfere na materialidade do suporte do papel escondendo os rostos dessas mulheres. “Ao apoderar-se de documentos naturalizados pela elite, a arte os transforma plasticamente em um contra-discurso cujo alcance político é revelador da tradição das classes dominantes brasileiras”, reflete a artista.

A obra “Renomes”, de Julia Milward

“Empalamento” é o título da obra do paraense Marcílio Costa. O artista registra frontal e simetricamente a fachada de pequenas casas como uma espécie de catalogação de moradias modestas da classe média, revelando a dominação da especulação imobiliária nesta paisagem. “O artista consegue alinhar o ponto de vista e flagrar a violência com que os edifícios estreitos e altos surgem na horizontalidade das casas, rasgando-as por dentro, na experiência do ângulo e da composição”, destaca Mariano Klautau Filho, curador e coordenador geral do DCF. 

Empalamento
MARCÍLIO COSTA, PA.
Coleção DCF (Diário Contemporâneo de Fotografia) – Acervo Casa das Onze Janelas, Aquisição, 2015.

 

Diário Contemporâneo de Fotografia 2021
A edição deste ano apresenta mais de 50 artistas, entre integrantes da Coleção DCF, instituída em 2016, e convidados do país inteiro, com obras que dialogam sobre temas sociais e de luta por direitos. A mostra “Pulsões”, no Museu da UFPA continua aberta para visitação no Museu da UFPA.

O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com patrocínio da Alubar, Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Sebrae-PA, apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA), e colaboração da Sol Informática.

 

Serviço

Diálogos DCF
17/11 (quarta-feira)
Diálogos DCF #5
Paulo D’Alessandro (SP), Julia Milward (DF) e Marcílio Costa (PA)
Mediadores: Ceci Bandeira e Savio Stoco

 

Mostra Pulsões

Curadoria de Mariano Klautau Filho
Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) – Av. Gov. José Malcher, 1192 – Nazaré (entrada pela Av. Generalíssimo Deodoro)
Visitação até 28/11/2021
de terça à sexta-feira, das 9h às 17h – finais de semana e feriados, das 9h às 13h
Entrada gratuita

“Diálogos DCF” apresentam diferentes formas de interpretar a realidade

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A obra “Urgência das ruas”, de Sara Não Tem Nome

 

Com os artistas Sara não tem nome (MG), Roberto Bassul (RJ) e Erick Peres (RS), ocorre nesta segunda-feira (15), às 20h, o Diálogos DCF #4, que terá mediação de Alexandre Sequeira e Heldilene Reale. O bate-papo, parte da programação do Diário Contemporâneo de Fotografia, será no canal do YouTube do projeto e terá como fio condutor perguntas a serem feitas no momento do diálogo, que pretende esmiuçar detalhes dos artistas da coleção DCF e dos convidados. 

A proposta da atividade é formulada pelo comitê científico do DCF, formado por Heldilene Reale, Savio Stoco e Ceci Bandeira. Desta vez, o público é convidado a conhecer a obra “Memórias, afetos. Urgência das ruas” (2011/2021), de Sara não tem nome, que apresenta imagens com letreiros de rua que intensificam um “clima de tensão assola as cidades”. “Todos estão à espera. Não sabemos o que há por vir. As certezas se tornaram instáveis. O passo impensado é perigoso. Hora caminhamos sobre ovos, hora sobre pregos. As escolhas se comprimem, não há lugar para estagnação. Transitamos entre o desejo impetuoso e a apatia imóvel. O agora é fugaz. O tempo urge”, diz a artista.

José Roberto Bassul (RJ), também vai apresentar a série “O Sol só vem depois”, que é o refrão de “A ordem natural das coisas”, música de Emicida. Ele conta que a canção é uma abordagem sobre as dificuldades de quem vive nas periferias e sai para trabalhar ainda de madrugada. “Feitas durante a pandemia, o trabalho é evidência trágica de um colapso de prioridades e excessos, com resgates de arquivos antigos. As fotografias da série adotam um tom distópico, são imagens de elementos urbanos que evocam sonhos perdidos”, explica o artista.

Obra “O sol só vem depois”, de José Roberto Bassul

Em “Fim da cidade” (2021),  Erick Peres (RS) apresenta o realismo fantástico em imagens do dia a dia. Mas, apoiado em texto literário, refaz o discurso da imagem com apoio das palavras, no texto que é também um microconto. Ele escreve “Ao olhar para o horizonte, em direção à zona leste, ao fim da cidade, existe um lugar. Um lugar demarcado por diversas torres de ferro que podem ser vistas a distância, espalhadas por todo morro, invadindo o terreno das casas, torres envelhecidas e tomadas pela natureza com o atravessar do tempo. Dizem que ao fundo pode se ouvir e descobrir, em um grande alvoroço de pandeiros, tambores e cavaquinhos, um lugar de uma realidade tão desaforada, que beira o realismo fantástico”, escreve o artista.

 

Obra “Fim da cidade”, de Erick Peres

De acordo com Heldilene Reale, é no momento do encontro para esse tipo de diálogo que as obras se conectam de outras formas, para além do que se entende numa primeira leitura quando vistas nas mostras da edição deste no, que ocorreu na Casa das Onze Janelas e continua no Museu da UFPA. “São diálogos estabelecidos entre artistas e entre dois territórios, esses museus de grande importância na cidade. Perceber como um acervo se conecta com outro tempo estabelecendo novas imersões”, diz Heldilene.

 

Serviço
Diálogos DCF – Diário Contemporâneo de Fotografia
Nesta segunda-feira (15), às 20h, no canal do YouTube do projeto
Saiba mais em www.diariocontemporaneo.com.br 

 

15/11
Diálogos DCF #4
Sara não tem nome (MG), Roberto Bassul (RJ) e Erick Peres (RS)
Mediadores: Alexandre Sequeira e Heldilene Reale

17/11
Diálogos DCF #4
Paulo D’Alessandro (SP), Julia Milward (DF) e Marcílio Caldas (PA)
Mediadores: Ceci Bandeira e Savio Stoco

 

Visite
Mostra Pulsões
Curadoria de Mariano Klautau Filho
Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) – Av. Gov. José Malcher, 1192 – Nazaré (entrada pela Av. Generalíssimo Deodoro)
Visitação até 28/11/2021
de terça à sexta-feira, das 9h às 17h – finais de semana e feriados, das 9h às 13h
Entrada gratuita

 

Mostras provocam debates sobre questões atuais

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“Margens/Casa Ribeirinha”, de Rochelli Costa, em exibição na Casa das Onze Janelas

A mostra “Desejos Pessoais, Pulsões Coletivas”, fica em cartaz no Museu Casa das Onze Janelas até o próximo domingo (14/11). A mostra que faz parte do 12º Diário Contemporâneo de Fotografia traz um apanhado de obras que discutem temas sociais tão caros aos brasileiros, como uma forma de convocar a todos para que se discuta sobre a política em nosso país. A escolha por esse viés, de acordo com o curador convidado Alexandre Sequeira, foi uma forma de promover diálogos por meio da arte.

“É um convite para que o público se aproprie desse material e consiga também propor uma série de outras questões porque o que está posto não se esgota na mostra, é apenas um exercício e também uma escolha, uma eleição de alguns pontos de discussão, mas que se abrem. O simples fato de uma obra se encontrar com outra, ela já propõe uma nova interface e, assim, a mostra se desdobra em muitas possibilidades de interpretação, estudo e análise”, defende Sequeira.

Série “O Sol só vem depois”, de José Roberto Bassul, em cartaz na Casa das Onze Janelas.

Com trabalhos de artistas que integram a Coleção DCF – instituída em 2016 como forma de potencializar a fotografia contemporânea brasileira em Belém – e convidados, a exposição coloca questões que são suscitadas por uma equipe de mediadores que está disponível no espaço expositivo para sugerir caminhos na interpretação do diálogo das obras. Alexandre acredita também que a edição deste ano é um convite à pesquisa científica, para os mais diversos campos de estudo.

“A gente percebe que essa coleção poderia estar sendo estudada, analisada por muitos alunos, pelas universidades, pelos cursos de arte que nós temos aqui”, indica o curador convidado. Da Coleção DCF integram Ana Lira (PE), Daniela Alves e Rafael Andorjan (RJ), Diego Bresani (DF), Geraldo Ramos (PA), Julia Milward (RJ), Marcílio Costa (PA), Mateus Sá (PE), Paula Sampaio (MG/PA), Péricles Mendes (PA), Randolpho Lamonier (MG) e Rodrigo José (PA).

De artistas convidados a exposição apresenta Alex Oliveira (BA), Ana Mendes (RS/MA), Beatriz Paiva (PA), David de Jesus (MG), Erick Peres (RS), Gabriela Massote (RJ), João Roberto Ripper (RJ), Keyla Sobral (PA), Lau Baldo (RS), Marcela Bonfim (RO), Nilmar Lage (MG), Paulo D’Alessandro (SP) , Ramon Reis (PA), Roberto Bassul (RJ), Rochelle Costi (RS/SP), Sara não tem nome (MG), Ubiratan Suruí (MS/RO), Victor Galvão (MG/SP), Wilka Sales (PA/MA) e Yuri Juatama (CE).

MUSEU DA UFPA

Série “O Diabo no Corpo”, de Jorane Castro, no Museu da UFPA.

Para compor uma conexão com a mostra da Casa das Onze Janelas, também está aberta à visitação até 28/11 a mostra “Pulsões”, com curadoria de Mariano Klautau Filho – também coordenador geral do Diário Contemporâneo de Fotografia. São obras de sete artistas da Coleção DCF e de dez artistas convidados que remetem à ideia central proposta pelo curador convidado, com a consideração das conversas poéticas entre as obras.

“Como parte do mecanismo conceitual proposto por Sequeira para a edição, como curador geral do projeto, estendi ao Museu da UFPA a experiência do diálogo entre poéticas e apresentei a mostra “Pulsões”, ampliando assim o mote central e a discussão sobre museus, acervos e as representatividades que estão em jogo na produção e difusão dos artistas nos projetos de arte contemporânea no Brasil”, explica Mariano Klautau Filho.

Da coleção do Prêmio, compõem a mostra “Pulsões” obras de Ana Mokarzel (PA), Coletivo Garapa (SP), Flavya Mutran (PA/RS), Hirosuke Kitamura (JP/BA), Jorane Castro (PA), Renan Teles (SP) e Tom Lisboa (PR). Dos artistas convidados, estão trabalhos de Denise Gadelha (PA/SP); Betania B (PA); Duda Santana (PA); Victor Galvão (RJ), Laiza Ferreira (PA/RN), Melissa Barbery (PA), Patrícia Teles (RJ), Paulo Mendel (RJ/SP) & Vi Grunvald (PA/RS), Randolpho Lamonier (MG) e Waléria Américo (CE).

O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com patrocínio da Alubar, Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Sebrae-PA, apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA), e colaboração da Sol Informática.

Serviço

Mostra Desejos pessoais, pulsões coletivas – Quando as imagens tomam posição
Curadoria de Alexandre Sequeira
Museu Casa das 11 Janelas – R. Siqueira Mendes, s/n – Cidade Velha
Visitação até 14/11/2021
de terça-feira a domingo, das 9h às 17h
Entrada gratuita às terças-feiras e aos domingos 1kg de alimento não perecível por 4 ingressos. Demais dias: R$ 4, com gratuidade a estudantes, professores, pessoas portadoras de deficiência e crianças até 12 anos

Mostra Pulsões
Curadoria de Mariano Klautau Filho
Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) – Av. Gov. José Malcher, 1192 – Nazaré (entrada pela Av. Generalíssimo Deodoro)
Visitação até 28/11/2021
de terça à sexta-feira, das 9h às 17h – finais de semana e feriados, das 9h às 13h
Entrada gratuita

Artistas debatem sobre intimidade digital no “Diálogos DCF”

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O “Diálogos DCF” desta quarta-feira (10) discute questões relacionadas à arte e tecnologia reunindo os artistas Flavya Mutran (PA/RS), Renan Teles (SP) e Hirosuke Kitamura (JP/BA) com mediação de Alexandre Sequeira, o curador convidado; Mariano Klautau Filho, curador e coordenador geral; e Savio Stoco, do comitê científico do Diário Contemporâneo de Fotografia. O bate-papo será no YouTube do projeto, às 20h. 

 

A obra “Webcasting-LiveStreaming” (2013), de Renan Teles

Na obra “Webcasting/Live Streaming” (2013), de Renan Teles – do acervo da Casa das Onze Janelas –  são vistas imagens de relações sexuais em frente às webcâmeras, que apropriadas nas redes se tornam banais. “A brincadeira com as imagens incorpora o desejo e o sexo como expressão. Os aparelhos e os programas em rede funcionam como difusores de uma emancipação apoiada na autorreferência. O título é o nome do dispositivo que permite o uso de uma webcam para transmissão em tempo real”, explica Mariano Klautau Filho. 

Com a discussão sobre fotografia em ambiente virtual, Flavya Mutran vai falar sobre as obras da série “Egoshot” (2012/2018) – que integra o acervo do Museu da UFPA. A série foi construída a partir  de  diários  fotográficos  publicados  na  web,  durante  a  pesquisa  de  mestrado em Artes Visuais na UFRGS.  A artista propôs uma reflexão sobre relatos autobiográficos anônimos na era digital, abordando as conexões técnicas e históricas entre a palavra e a imagem como meios de auto expressão nas redes sociais. 

“Egoshot”, de
Flavya Mutran

E em “Doce Obsessão Vol. 2” (2018), obra em vídeo de Hirosuke Kitamura em parceria com Kalor Pacheco – do acervo da Casa das Onze Janelas – são apresentadas narrativas que “capturam lugares e pessoas que constroem um retrato erótico e marginal do Brasil por meio de uma sofisticação fotográfica do melhor cinema contemporâneo, além de criar uma partitura sonora que imprime tensão à sensualidade”, descreve Mariano. Sobre o trabalho, que retrata um personagem transexual, o artista diz que vê uma mistura entre “masculino e feminino, facilidade e dificuldade, doce e amargo, fogo e água, ordem e descontrole”.

 

“Doce Obsessão Vol. 2”, obra em vídeo de Hirosuke Kitamura em parceria com Kalor Pacheco

Mostras

Estão abertas às visitações as mostras “Desejos Pessoais, Pulsões Coletivas – Quando as imagens tomam posição”, na Casa das Onze Janelas, e “Pulsões”, no Museu da UFPA. A edição deste ano apresenta mais de 50 artistas, entre integrantes da Coleção DCF, instituída em 2016, e de convidados do país inteiro que dialogam sobre temas sociais e de luta por direitos. 

O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com patrocínio da Alubar, Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Sebrae-PA, apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA), e colaboração da Sol Informática.

 

Visite

Mostra Desejos pessoais, pulsões coletivas – Quando as imagens tomam posição
Curadoria de Alexandre Sequeira
Museu Casa das 11 Janelas – R. Siqueira Mendes, s/n – Cidade Velha
Visitação até 14/11/2021
de terça-feira a domingo, das 9h às 17h
Entrada gratuita às terças-feiras e aos domingos 1kg de alimento não perecível por 4 ingressos. Demais dias: R$ 4, com gratuidade a estudantes, professores, pessoas portadoras de deficiência e crianças até 12 anos

Mostra Pulsões
Curadoria de Mariano Klautau Filho
Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) – Av. Gov. José Malcher, 1192 – Nazaré (entrada pela Av. Generalíssimo Deodoro)
Visitação até 28/11/2021
de terça à sexta-feira, das 9h às 17h – finais de semana e feriados, das 9h às 13h
Entrada gratuita

 

Serviço
Diálogos DCF – Diário Contemporâneo de Fotografia
Nesta quarta-feira (10), às 20h, no canal do YouTube do projeto
Confira em www.diariocontemporaneo.com.br 

10/11
Diálogos DCF #3
Flavya Mutran (PA/RS), Renan Teles (SP) e Hirosuke Kitamura (JP/BA)
Mediadores: Alexandre Sequeira, Mariano Klautau Filho e Savio Stoco

15/11
Diálogos DCF #4
Sara não tem nome (MG), Roberto Bassul (RJ) e Erick Peres (RS)
Mediadores: Alexandre Sequeira e Heldilene Reale

17/11
Diálogos DCF #5
Paulo D’Alessandro (SP), Julia Milward (DF) e Marcílio Costa (PA)
Mediadores: Ceci Bandeira e Savio Stoco

 

Programação do “Diálogos DCF” continua de forma online

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Programação nesta segunda-feira (8), às 20h, no YouTube do projeto, terá os artistas Alex Oliveira (BA), Beatriz Paiva (PA) e Marcela Bonfim (RO), com mediação de Alexandre Sequeira e Ceci Bandeira

 

“Fotoperformance Popular”, de Alex Oliveira – artista convidado

Dando continuidade à programação do 12º Diário Contemporâneo de Fotografia, nesta segunda-feira (8), às 20h, no canal do YouTube do projeto, será realizado o Diálogos DFC #2 reunindo os artistas Alex Oliveira (BA), Beatriz Paiva (PA) e Marcela Bonfim (RO), com mediação de Alexandre Sequeira e Ceci Bandeira. A atividade, que foi estendida até dezembro em formato virtual, é uma forma de instigar o debate sobre arte e fotografia contemporânea em torno das obras reunidas na edição deste ano. 

As discussões serão realizadas a partir de uma pergunta apresentada no momento da conversa, que deve guiar os participantes da atividade. “São questões indutoras, que dispararmos o início de conversa e este espaço virtual se torne local de diálogo e interlocução, para fazer com que convidados entre em contato com o público”, explica Alexandre Sequeira – que é curador convidado. Os Diálogos DCF são compostos pelo comitê científico formado por Sávio Stoco, Ceci Bandeira e Heldilene Reale. 

Obras 

Em “Fotoperformance popular”, o artista baiano Alex Oliveira aprenseta projeto em que montou, em 2019, e agora em 2021, um estúdio fotográfico na rua de uma área central e com grande circulação de pessoas, nas cidades de Belo Horizonte e Uberlândia, em Minas Gerais, e em Senhor do Bonfim, na Bahia. Com a colaboração dos moradores das respectivas cidades e das artistas Alice Braz, Cleiton Custódio, Larissa Dardânia, Malu Teodoro e Mariana Guerron, ele convidou transeuntes e trabalhadores do entorno para a criação de fotoperformances, “potencializando pequenos gestos e objetos cotidianos, ideias, afetos, rotinas e instauram no espaço público uma performance coletiva com a força de uma intervenção urbana”, de acordo com o artista. 

“Para Além”, de Beatriz Paiva – artista convidada

Já Beatriz Paiva apresenta o rabalho intitulado como “Para Além”, que começou a ser realizado a partir de seu incômodo de um dia ter ouvido: “nem és tão negra assim” e “tu podes ser considerada parda”, pelo fato dela ser uma mulher negra de pele clara. “O trabalho discute sobre questões raciais e de gênero ao usar a imagem de pessoas negras e LGBTQIA+, em sua maioria mulheres em saturação avermelhada fazendo alusão ao vermelho ser uma das primeiras cores que desaparece com a luz do sol e fazendo referência às violências que nós sofremos diariamente, por sermos subjugadas e isentas de privilégios sociais”, reflete.

E Marcela Bomfim, em suas fotografias impressas em madeira, na obra chamada “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta”, desperta reflexões sobre a presença e o legado das populações negras na Amazônia e a escravização dos corpos africanos a partir da segunda metade do século 18, com o deslocamento em massa de populações de Vila Bela da Santíssima Trindade para o Vale do Guaporé – no período em que Rondônia ainda era território do Mato Grosso e do Amazonas. 

 

(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta, de Marcela Bomfim

Mostras

Estão abertas às visitações as mostras “Desejos Pessoais, Pulsões Coletivas – Quando as imagens tomam posição”, na Casa das Onze Janelas, e “Pulsões”, no Museu da UFPA. A edição deste ano apresenta mais de 50 artistas, entre integrantes da Coleção DCF, instituída em 2016, e de convidados do país inteiro que dialogam sobre temas sociais e de luta por direitos. 

O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com patrocínio da Alubar, Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Sebrae-PA, apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA), e colaboração da Sol Informática.

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Mostra Desejos pessoais, pulsões coletivas – Quando as imagens tomam posição
Curadoria de Alexandre Sequeira
Museu Casa das 11 Janelas – R. Siqueira Mendes, s/n – Cidade Velha
Visitação até 14/11/2021
de terça-feira a domingo, das 9h às 17h

Entrada gratuita às terças-feiras e aos domingos 1kg de alimento não perecível por 4 ingressos. Demais dias: R$ 4, com gratuidade a estudantes, professores, pessoas portadoras de deficiência e crianças até 12 anos

Mostra Pulsões
Curadoria de Mariano Klautau Filho
Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) – Av. Gov. José Malcher, 1192 – Nazaré (entrada pela Av. Generalíssimo Deodoro)
Visitação até 28/11/2021
de terça à sexta-feira, das 9h às 17h – finais de semana e feriados, das 9h às 13h
Entrada gratuita

Serviço

Diálogos DCF – Diário Contemporâneo de Fotografia
Nesta segunda-feira (8), às 20h, no canal do YouTube do projeto
Confira em www.diariocontemporaneo.com.br 

10/11

Diálogos DCF #3
Flavya Mutran (PA/RS), Renan Teles (SP) e Hirosuke Kitamura (JP/BA)
Mediadores: Mariano Klautau Filho e Sávio Stoco

15/11

Diálogos DCF #4
Sara não tem nome (MG), Roberto Bassul (RJ) e Erick Peres (RS)
Mediadores: Alexandre Sequeira e Heldilene Reale

17/11

Diálogos DCF #4
Paulo D’Alessandro (SP), Julia Milward (DF) e Marcílio Caldas (PA)
Mediadores: Ceci Bandeira e Savio Stoco

“Diálogos DCF” reúnem artistas das mostras 2021 para responderem perguntas instigantes e necessárias

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Encontros virtuais serão bate-papos realizados no YouTube do projeto. Confira programação abaixo.

 

Uma das imagens do tríptico de Gabriela Massote

Para discutir questões relacionadas às obras apresentadas nas duas mostras da edição 2021 do Diário Contemporâneo de Fotografia, será realizada a programação virtual “Diálogos DCF” com os artistas e curadores, em formato de bate-papo virtual por meio do YouTube do projeto, sempre às 20h. O primeiro encontro será nesta quarta-feira (3), com Gabriela Massote (RJ), Keyla Sobral (PA) e Lau Baldo (RS), e mediação de Alexandre Sequeira e Heldilene Reale.

A partir de perguntas indutoras, os participantes serão convidados a debater e interagir com o público. “É importante ouvir os artistas e suas motivações, o processo criativo”, destaca Alexandre Sequeira. A programação é estruturada pelo comitê científico formado por Sávio Stoco, Ceci Bandeira e Heldilene Reale. “Desde o ano passado temos o desafio de fazer a programação virtual, que é um formato que é possível fazer com mais segurança, e este ano optamos por pensar eixos de discussão a partir da proposta curatorial”, explica Ceci Bandeira.

A obra de Gabriela Massote é “Pontes” (2019), obra construída para “estabelecer comunicação entre dois pontos separados por um curso de água ou qualquer depressão do terreno” e  “qualquer estrutura que liga duas partes homólogas”, de acordo com a artista. “Sob o cenário da Golden Gate, dois estranhos se aproximam. Dois pontos antes separados agora têm a possibilidade de encontro. Uma forma de comunicação é inventada. Uma ponte entre eles é criada”, escreve.

Já Keyla Sobral apresenta cinco trabalhos em desenho no formato de gif da série “Desenho em Movimento (2020-2021)” e um led chamado “Isso são meus segundos que te dou” (2021), abordando narrativas autoficcionais, onde a palavra e o desenho estabelecem diálogos. “Um mundo particular numa fronteira entre realidade e ficção a qual o espectador é convidado a percorrer”, convida. 

 

Derby, da Série Desenho em Movimento, 2021 – Keyla Sobral.

Em “Transafetos”, Lau Baldo discute os corpes trans, travestis, não-binaries – “construídos símbolos de monstruosidades e abjeção”. “Sobre nós recai o preconceito, a violência; o ódio ao ‘diiferente’. Essas construções sociais tentam nos colocar no lugar de menos humano a partir de noções cis-hétero-normativas (a ideia de que só corpes cisgêneros e heterossexuais são válidos e humanos).”

Os bate-papos ficarão gravados e acessíveis no YouTube do Diário Contemporâneo de Fotografia como forma de tornar disponível o debate sobre arte no contexto do projeto. “É uma forma dinâmica de ativar diálogos entre os artistas, sendo eles integrantes da coleção DCF ou convidados. E isso ocorre para agregar novos discursos de acordo com a possibilidade de organização curatorial, para perceber como um acervo se conecta com o outro, estabelecendo novas imersões”, destaca Heldilene Reale. 

Uma das imagens de “TransAfetos”, 2021 – Lau Baldo.

Sávio Stoco destaca que os Diálogos DCF têm abrangência nacional e todas as regiões foram consideradas pelas suas poéticas. “É uma discussão em torno de uma produção bastante atual, de lugares distintos, e chamo atenção especial para os artistas do Norte, sobre como se expressam”, comenta. 

O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com patrocínio da Alubar, Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Sebrae-PA, apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA), e colaboração da Sol Informática.

Confira a programação:

03/11, 20h

Diálogos DCF #1
Gabriela Massote (RJ), Keyla Sobral (PA) e Lau Baldo (RS)
Mediadores: Alexandre Sequeira e Heldilene Reale

08/11, 20h

Diálogos DCF #2
Alex Oliveira (BA), Beatriz Paiva (PA) e Marcela Bonfim (RO)
Mediadores: Alexandre Sequeira e Ceci Bandeira

10/11, 20h

Diálogos DCF #3
Flavya Mutran (PA/RS), Renan Teles (SP) e Hirosuke Kitamura (JP/BA)
Mediadores: Mariano Klautau Filho e Sávio Stoco

15/11, 20h

Diálogos DCF #4
Sara não tem nome (MG), Roberto Bassul (RJ) e Erick Peres (RS)
Mediadores: Alexandre Sequeira e Heldilene Reale

17/11, 20h

Diálogos DCF #4
Paulo D’Alessandro (SP), Julia Milward (DF) e Marcílio Caldas (PA)
Mediadores: Ceci Bandeira e Sávio Stoco 

Serviço

Diálogos DCF – Diário Contemporâneo de Fotografia
Nesta quarta-feira (3), às 20h, no canal do YouTube do projeto
Confira em www.diariocontemporaneo.com.br 

Visite

Mostra Desejos pessoais, pulsões coletivas – Quando as imagens tomam posição
Museu Casa das 11 Janelas – R. Siqueira Mendes, s/n – Cidade Velha
Visitação até 14/11/2021
de terça-feira a domingo, das 9h às 17h
Entrada gratuita às terças-feiras e aos domingos 1kg de alimento não perecível por 4 ingressos. Demais dias: R$ 4, com gratuidade a estudantes, professores, pessoas portadoras de deficiência e crianças até 12 anos

Mostra Pulsões
Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) – Av. Gov. José Malcher, 1192 – Nazaré (entrada pela Av. Generalíssimo Deodoro)
Visitação até 28/11/2021
de terça à sexta-feira, das 9h às 17h – finais de semana e feriados, das 9h às 13h
Entrada gratuita

“É preciso considerar que toda curadoria é um exercício de reunir diferentes falas”, diz o curador convidado Alexandre Sequeira

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O curador convidado Alexandre Sequeira. Foto: Irene Almeida

Na mostra “Desejos Pessoais, pulsões coletivas – Quando as imagens tomam posição”, em exibição no Museu Casa das Onze Janelas como parte do 12º Diário Contemporâneo de Fotografia (DCF), as obras celebram o direito às diferenças e demarcam: é preciso agir frente às ameaças que se colocam aos direitos civis. O curador convidado Alexandre Sequeira destaca que se debruçou nos mais de 10 anos da iniciativa, para analisar a Coleção instituída em 2016 e que compõe um precioso acervo da produção artística nacional, e buscar novos nomes para dialogar com as imagens.

Nesta entrevista, ele conta como foi inspirado pelo filósofo francês Georges Didi-Huberman em sua publicação chamada “Quando as imagens tomam posição”, em que autor relata a experiência do dramaturgo alemão Bertold Brecht, no período se exílio entre 1933-1955, no contexto da Segunda Guerra Mundial – e como isso influenciou a mostra desta edição do DCF.

 

O tema das mostras deste ano tem claramente uma posição. É sobre gênero, raça, classe… temas oriundos das discussões sobre luta por direitos. Por que este ano se evidencia de forma tão contundente estas abordagens?

É preciso considerar que toda curadoria ela é um exercício, né? É um exercício de reunir diferentes falas, diferentes enunciados de natureza poética em torno de um eixo conceitual, em torno de uma ideia central. E a ideia central deste ano é olhar para a coleção do Diário Contemporâneo de Fotografia, construída ao longo dos 12 anos e quando a gente olha para uma obra, a gente tenta compreender a potência dessa obra de se ressignificar ao longo da história. E, claro, quando eu olhei para a coleção, identifiquei diversas possibilidades de discussão e considerei, por tudo que a gente está vivendo, inclusive de ameaças de garantias constitucionais, esse momento tão triste, que seria muito importante a gente ter uma coleção à serviço de algumas pautas que eu considero urgentes.

E como se deu essa seleção?

Então, foi nítido perceber questões ambientais, questões ligadas a etnias ou raças, questões sociais. Selecionamos alguns trabalhos da coleção que se colocassem como indutores dessas questões para a partir deles reunir convidados, levantar um número de artistas convidados que pudessem se aproximar dessas obras da coleção, criar zonas de interseção, mas nem sempre apaziguantes, ora como zonas de atrito, ora de convergência, mostrando também esse papel da arte que é um papel de, digamos, de um espaço de construção de ideia a partir de diferentes pontos de vista, do reconhecimento como o território do contraditório, então diferentes opiniões se colocando, se reunindo em torno de um grupo de imagens.

São mais de 10 anos do DCF e em 2016 foi instituída a Coleção. Como foi se debruçar nesse acervo para se ter esse fio condutor para dialogar com os convidados?

O desafio de olhar para uma coleção desse porte claro que é enorme, mas acho que tomei como base o nosso momento: como pensar essa coleção hoje? Nos dias de hoje, com as questões que se colocam, como compreender a arte como esse instrumento que constrói sentidos, que convoca as pessoas a refletirem sobre determinadas questões? Tomei como referência uma publicação de Didi Huberman [filósofo e historiador da arte francês] que o título é “Quando as imagens tomam posição”. E, nessa publicação, Huberman se debruça no trabalho desenvolvido por Bertolt Brecht [dramaturgo e poeta alemão] entre os anos 1932 até 1955, um pouco o período que antecede à ascensão do nazismo, e Bertolt Brecht enquanto dramaturgo, com o olhar bastante crítico em relação às questões sociais e judeu, se recua e para um pouco a sua produção no campo do teatro e pega uns cadernos e começa a trabalhar com colagens de imagens, em que ele colhe essas imagens de diferentes procedências – da imprensa, de um livro, de um recorte artístico… e ele coloca as imagens nos álbuns dele lado a lado justamente para criarem zonas de tensão, de reflexão. E eu lembrei logo do trabalho do Brecht e das reflexões do Didi Huberman para conduzir a curadoria.

De fato, está bem delimitado na mostra da Casa das Onze Janelas, “Desejos pessoais, pulsões coletivas: quando as imagens tomam posição”.

Sim, há uma intenção de se pensar também como esse trabalho é recebido e como ele reverbera no coletivo. Por isso, a seleção dos convidados se deu a partir de eixos temáticos, para dialogar com determinados trabalhos. E saí procurando pelo Brasil todo, a partir de prospecções que eu já havia feito ao longo dos meus anos de trabalho, diferentes falas. Eu achava importante, por exemplo, ter uma fala trans, ter uma fala negra, ter uma fala indígena… que por muito tempo se colocaram como sendo referidas por outro alguém. Na exposição [na Casa das Onze Janelas]  o público também pode se colocar em relação a isso, compreendendo que toda obra, todo enunciado, é parcial, ele parte de um determinado ponto de vista, a partir de um determinado recorte… Então, do mesmo modo, quem aprecia também traz todo seu repertório, suas questões para se encontrar com aquela imagem.

Por falar em público, qual a tua expectativa para a leitura dos visitantes?

A ideia é também convidar, de certa forma, estimular a população, não só paraense, a todos os visitantes, compreenderem realmente isso como um bem simbólico que merece ser apropriado criticamente. O simples fato de uma obra encontrar com outra, ela já propõe uma nova interface e, assim, a coisa vai se desdobrando em muitas possibilidades de interpretação, estudo, de análise.

A gente percebe claramente, Alexandre, que se fala de política nesta mostra, no sentido de ter uma posição política. Como essa postura se dá na arte?

Eu acho que viver é um ato político por si só. E, às vezes, a gente tem um entendimento muito redutivo da palavra e o ato de fazer política perpassa as questões mais cotidianas, né? Mas a política se estabelece no ambiente familiar, no ambiente de trabalho, na rua, no tecido social, em todas as relações. Viver é político. E eu acho que, de certa forma, a arte enquanto mapa afetivo e simbólico de uma sociedade traz em si, ela reflete, ela ilumina determinadas linhas de força que estão postas no nosso convívio social. A arte tem um caráter de desafio, de inovação, de lançar luzes sobre o que está um pouco mais a frente. Então, nessa mostra, estão questões que não partem da ideia de que o outro mereça ser silenciado ou aniquilado, mas simplesmente de que o direito às diferenças coexistam.

 

Serviço

Mostra Desejos pessoais, pulsões coletivas – Quando as imagens tomam posição
Museu Casa das 11 Janelas – R. Siqueira Mendes, s/n – Cidade Velha
Visitação até 14/11/2021
de terça-feira a domingo, das 9h às 17h
Entrada gratuita às terças-feiras e aos domingos 1kg de alimento não perecível por 4 ingressos. Demais dias: R$ 4, com gratuidade a estudantes, professores, pessoas portadoras de deficiência e crianças até 12 anos

Mostra Pulsões – Diálogos com a coleção DCF
Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) – Av. Gov. José Malcher, 1192 – Nazaré (entrada pela Av. Generalíssimo Deodoro)
Visitação até 28/11/2021
de terça à sexta-feira, das 9h às 17h – finais de semana e feriados, das 9h às 13h
Entrada gratuita

 

Mostra “Pulsões” é aberta no Museu da UFPA

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“Uroboro”, de Denise Gadelha, PA/SP, 2019. Vídeo 6’33 – Artista convidada

 

A intensidade passional ou a energia psíquica não dominada pela razão é o cerne da exposição “Pulsões”, eixo que compõe a programação do 12º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. A mostra abre para convidados nesta quarta-feira (6), no Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPa), e ao público na quinta-feira (7).

 Com curadoria de Mariano Klautau Filho, a mostra “Pulsões” deriva do diálogo com a exposição “Desejos pessoais, pulsões coletivas: quando as imagens tomam posição”, em cartaz na Casa das Onze Janelas, proposta por Alexandre Sequeira, curador convidado desta edição do DCF.

 No MUFPA, Klautau Filho reuniu obras de sete artistas da Coleção Diário Contemporâneo de Fotografia e de dez artistas convidados. “Com o mote trazido por Alexandre, tomo o pulsional nesta mostra para experimentar com o espectador, nas mais diversas frequências, o modo como o artista rebate à realidade circundante em sentido erótico, corpóreo, passional, afetivo mas nunca apaziguador. De preferência lúcido e capaz de não perder a sua potência imaginativa”, diz Mariano, curador geral do DCF.

 Da coleção do Prêmio, compõem o eixo “Pulsões” obras de Ana Mokarzel (PA), Coletivo Garapa (SP), Flavya Mutran (PA/RS), Hirosuke Kitamura (JP/BA), Jorane Castro (PA), Renan Teles (SP) e Tom Lisboa (PR). Dos artistas convidados, integram a mostra Denise Gadelha (PA/SP); Betania B (PA); Duda Santana (PA); Victor Galvão (RJ), Laiza Ferreira (PA/RN), Melissa Barbery (PA), Patrícia Teles (RJ), Paulo Mendel (RJ/SP) & Vi Grunvald (PA/RS), Randolpho Lamonier (MG) e Waléria Américo (CE).

Entre a cidade e o corpo

No recorte proposto por Mariano Klautau Filho, o elemento “pulsão” não distingue vida e morte, que se encontram numa mesma linha de tensão. O eixo traz, então, obras  como “Uroboro” de Denise Gadelha, um transe na ruína inventada do Bosque Rodrigues Alves, em Belém. “Essa ruína foi construída, ela é um simulacro de ruína. A obra trata da questão da origem do mundo, em uma câmera que gira, num movimento ritualístico e hipnótico. É uma metáfora das cidades feridas”, comenta o curador.

 Ainda no aspecto urbano, estão na exposição a literatura dos muros da cidade de Melissa Barbery; os retratos fantasmáticos de Flavya Mutran e a instalação sonora de Waléria Américo feita a partir de sons de tiros da violência cotidiana. A mostra traz ainda as performances de Duda Santana e Patrícia Teles; colagens de Laiza Ferreira, os retratos noturnos dos marajoaras produzidos por Betania B.

 Ganham destaque também os trabalhos de Jorane Castro, Hirosuke Kitamura e Renan Teles onde a energia sexual está muito presente. Os “Palimpsestos” de Tom Lisboa também refletem a urgência das ruas e se complementam no filme “Domingo” de Paulo Mendel e Vi Grunvald. “O filme da dupla mostra uma festa em uma comunidade LGBTQI+ de SP. São conversas, lazer, um hino à liberdade afetiva e ao mesmo tempo, uma atitude de resistência política. Um belo retrato de uma juventude brasileira”, diz Mariano.

Segundo o curador, a mostra busca abrir janelas de provocação, como um respiro e ao mesmo tempo reflexão sobre o país. “Ofereço como antídotos para todos nós, sobreviventes de um novo triste trópico que esperamos recuperar-se em breve, propõe Mariano em seu texto curatorial.

 O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com patrocínio da Alubar, Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Sebrae-PA, apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA), e colaboração da Sol Informática.  

“Quaseilhas”, de Laiza Ferreira, PA/RN, 2018-2019 – Artista convidada

Serviço

Mostra “Desejos pessoais, pulsões coletivas – Quando as imagens tomam posição”
Museu Casa das 11 Janelas – R. Siqueira Mendes, s/n – Cidade Velha
Visitação até 14/11/2021
de terça-feira a domingo, das 9h às 17h
Entrada gratuita às terças-feiras e aos domingos 1kg de alimento não perecível por 4 ingressos. Demais dias: R$ 4, com gratuidade a estudantes, professores, pessoas portadoras de deficiência e crianças até 12 anos

Mostra “Pulsões – Diálogos com a coleção DCF”
Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) – Av. Gov. José Malcher, 1192 – Nazaré (entrada pela Av. Generalíssimo Deodoro)
Visitação até 28/11/2021
de terça à sexta-feira, das 9h às 17h – finais de semana e feriados, das 9h às 13h
Entrada gratuita

 

 

A imagem que toma posição: saiba mais sobre a mostra na Casa das Onze Janelas

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Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia (DCF) evidencia diálogos sobre temas sociais em obras do acervo e de artistas convidados 

 

Colhedoras de sempre-vivas”, imagem de 2021, do artista convidado João Ripper (RJ)

A imagem narra seu tempo: toma lado, recortada no espaço. E o que dissera antes, se vista e reinterpretada hoje? Obras de artistas da Coleção Diário Contemporâneo de Fotografia (DCF), instituída oficialmente em 2016 mas com obras incorporadas em mais de uma década, foram revisitadas para dialogarem com trabalhos de artistas convidados na mostra “Desejos pessoais, pulsões coletivas: quando as imagens tomam posição” – que inaugura a décima segunda edição este ano. A abertura ocorre nesta terça-feira (5), às 19h, de modo restrito somente para equipe e artistas participantes, no Museu Casa das Onze Janelas, a fim de se evitar aglomerações. O público poderá visitar a mostra a partir desta quarta-feira (6). 

O diálogo inédito entre parte da coleção do DCF que reúne 12 artistas e mais 20 convidados, com curadoria de Alexandre Sequeira, traz provocações sobre temas sociais que incluem o debate de raça, gênero, território, dentre outros, sobretudo do que irrompe a partir da declarada redução de direitos civis em nosso país. “Essa pluralidade de artistas potencializa muito os desdobramentos do diálogo entre as obras”, destaca Sequeira. 

Para o curador, as obras revelam interlocuções de sentimentos que perpassam o Brasil de forma muito contundente, de Norte a Sul, e por isso se evidenciam enquanto aposta de uma abordagem curatorial que contemple diferentes regiões e visões. “Há que se buscar ouvir e ser ouvido numa humanidade que hoje fala por meio de muitas vozes, em uma polifonia harmoniosamente, sem a pretensão de alcançar uma uniformidade, mas com ação recíproca de vários motivos diferentes”, explica. 

“Desejos pessoais, pulsões coletivas” traz, entre os artistas convidados, Marcela Bonfim (RO), que pesquisa a negritude na Amazônia; Yuri Juatama (CE), e seu olhar afetuoso e vibrante sobre a região onde cresceu, na periferia de Fortaleza; Ubiratan Suruí (MS/RO), artista indígena que faz uso de imagens da internet em sua militância; Beatriz Paiva (PA), jovem artista que trabalha com a questão racial e feminismo; Nilmar Lage (MG) e seu trabalho comprometido com pessoas afetadas pelas barragens e mineração; e João Ripper (RJ), um dos nomes mais importante da fotografia humanista no Brasil.

A mostra traz ainda como convidados Alex Oliveira (BA), Ana Mendes (RS/MA), David de Jesus (MG), Erick Peres (RS), Gabriela Massote (RJ), Keyla Sobral (PA), Lau Baldo (RS), Paulo D’Alessandro (SP), Ramon Reis (PA), Roberto Bassul (RJ), Rochelle Costi (RS/SP), Sara não tem nome (MG), Victor Galvão (MG/SP) e Wilka Sales (PA/MA). Da coleção constam obras de  Ana Lira (PE), Daniela Alves e Rafael Andorjan (RJ), Diego Bresani (DF), Geraldo Ramos (PA), Julia Milward (RJ), Marcílio Costa (PA), Mateus Sá (PE), Paula Sampaio (MG/PA), Péricles Mendes (PA), Randolpho Lamonier (MG) e Rodrigo José (PA).

“Em trabalhos como os de João Ripper percebemos causas sensíveis e urgentes, como o registro de comunidades no norte de Minas Gerais que vivem na colheita de flores sempre-vivas. Através dessa documentação, essas comunidades foram reconhecidas e foram premiadas pela ONU. Outro destaque é Rochelle Costi, que já esteve em duas bienais de São Paulo e outras pelo mundo todo, e mostra a vida na Amazônia e seus nativos, uma ode sobre o valor do homem amazônida, seu modo de viver, existir e se relacionar com a natureza”, diz Sequeira.

Frames do vídeo “Circunstâncias”, 2020, de Ramon Reis (PA) – Artista convidado

Diálogos

De acordo com Sequeira, se vistas separadamente como unidade estável, cada obra se apresenta como um universo singular, mas, se compreendida numa relação de diálogo com outras, revela uma estranheza capaz de multiplicar seu próprio aspecto. “É nessa perspectiva, enquanto território de encontro entre diferentes pontos de vista e da garantia do contraditório, que a mostra se oferece”, conta Sequeira, que convida o público a participar deste lúdico jogo de infinitas possibilidades. “Um campo de reflexão capaz de promover um intercâmbio entre diferentes posições e olhares. Uma redisposição que promove múltiplos encontros e novos entendimentos trazidos à tona pelo exercício combinatório”, diz o curador convidado.

Pulsões 

Movido pelo convite proposto por Alexandre Sequeira, Mariano Klautau Filho, curador geral do Diário Contemporâneo de Fotografia, assina também a curadoria da mostra “Pulsões”, que ocupa o Museu da UFPA e será aberta a convidados na quarta-feira (6) e ao público na quinta-feira (7). Ele explica que buscou se concentrar diretamente no caráter pulsional de nossas vidas e dos trabalhos selecionados. “Imagino contribuir com o eixo central da edição como uma resposta, um diálogo, um reflexo visceral ao estado de coisas que nos desafia no Brasil de 2019-2022, sob o comando nefasto e sem paralelo na história do país”, destaca Klautau.

Conceito oriundo da Psicanálise, “pulsão” trata das energias psíquicas internas do ser humano não orientadas pela consciência e que nesta edição está relacionada com os sentimentos que as obras suscitam. “Tendo a ‘pulsão’ como energia interna psíquica não controlada pela razão, faço a seleção de obras que falam de esperança e tensão em relação ao próprio corpo e à própria cidade, e até como manifestação política”, explica Mariano. Da coleção do Prêmio, compõem este eixo obras de Ana Mokarzel (PA), Coletivo Garapa (SP), Flavya Mutran (PA/RS), Hirosuke Kitamura (JP/BA), Jorane Castro (PA), Renan Teles (SP) e Tom Lisboa (PR).

Dos artistas convidados, integraram a mostra também o transe ritualístico na ruína inventada em “Uroboro”, de Denise Gadelha (PA/SP); os retratos noturnos dos marajoaras produzidos por Betania B (PA); a performance de Duda Santana (PA) com retratos que combinam elementos como concreto, folhas e terra; e Victor Galvão (RJ), que volta seu olhar para a cidade em desencanto e transformação. “Pulsões” traz ainda obras de Laiza Ferreira (PA/RN), Melissa Barbery (PA), Patrícia Teles (RJ), Paulo Mendel (RJ/SP) & Vi Grunvald (PA/RS), Randolpho Lamonier (MG) e Waléria Américo (CE).

O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com patrocínio da Alubar, Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Sebrae-PA, apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA), e colaboração da Sol Informática.  

Serviço

Mostra Desejos pessoais, pulsões coletivas – Quando as imagens tomam posição
Museu Casa das 11 Janelas – R. Siqueira Mendes, s/n – Cidade Velha
Visitação até 14/11/2021
de terça-feira a domingo, das 9h às 17h
Entrada gratuita às terças-feiras e aos domingos 1kg de alimento não perecível por 4 ingressos. Demais dias: R$ 4, com gratuidade a estudantes, professores, pessoas portadoras de deficiência e crianças até 12 anos

Mostra Pulsões – Diálogos com a coleção DCF
Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) – Av. Gov. José Malcher, 1192 – Nazaré (entrada pela Av. Generalíssimo Deodoro)
Visitação até 28/11/2021
de terça à sexta-feira, das 9h às 17h – finais de semana e feriados, das 9h às 13h
Entrada gratuita

 

 

Edição 2021 propõe diálogo entre obras do acervo e artistas convidados

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Curadoria busca responder questionamentos para provocar reflexões acerca de urgências dos dias de hoje 

 

Foto da Série “Ruínas de Sustentação”, 2018 de Duda Santana (PA) – Artista Convidada

A arte como provocação para refletir sobre as urgências do nosso tempo. O 12º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia traz como ponto de partida o encontro entre obras do acervo da coleção do projeto e de artistas convidados para elucidar alguns questionamentos como: o que deste encontro poderá ser revelado? Que tensões surgirão? A perspectiva é que o diálogo contemple ainda um elemento fundamental: o olhar do público. A decisão por este formato, sem edital de convocatória como em edições anteriores, foi pensada por conta de ainda estarmos em período de pandemia. A logística que envolve a organizacão de uma convocatória se mostrou muito complexa em um contexto ainda restrito, de dificuldades e incertezas. 

Com isso, o projeto centra a atenção na sua coleção, a Coleção Diário Contemporâneo de Fotografia, construída ao longo de mais de uma década, composta por mais de 45 artistas de diversas regiões do Brasil, e abrigada em dois museus públicos, Casa das 11 Janelas e Museu de Arte da UFPa, o que formata a mais relevante coleção de fotografia contemporânea da região norte, e uma das poucas do país com esse recorte curatorial. “O projeto sempre olhou para a fotografia em diálogo com outros suportes, discutida num escopo amplo da arte. Isso é especial em uma sociedade como a nossa, tão visual. Então me deparei, nesta curadoria, com uma coleção que se volta às questões muito emergentes dos dias de hoje, por exemplo, a perda de certezas que nos pareciam muito fundamentais”, explica Alexandre Sequeira,curador convidado desta edição, fotógrafo premiado e professor de Artes da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Com o título “Desejos pessoais, pulsões coletivas: quando as imagens tomam posição”, a mostra faz referência aos estudos de Georges Didi-Huberman, filósofo e historiador francês, um dos principais pensadores da atualidade. Em um de seus escritos, Didi-Huberman reflete sobre a experiência vivida por Bertold Brecht em um momento extremo: quando o dramaturgo precisou interromper sua produção teatral durante a ascensão do nazismo. Perseguido, Brecht produziu cadernos de arte, compostos por imagens muito distintas. “Eram fotografias, recortes de jornal, propagandas. Brecht compunha as páginas com essas imagens, e elas começavam a ‘conversar’. Assim, quando aproximadas, confrontadano s, elas ganhavam nova significação”, ensina Sequeira.

Imagem da série “Webcasting_LiveStreaming”, 2013, de Renan Teles (SP) Coleção Diário Contemporâneo – Acervo Casa das Onze Janelas

Mostras

A exposição no Museu Casa das 11 Janelas, que será aberta no dia 5 de outubro, apresentará obras de 12 artistas da Coleção DCF e 14 convidados. “Esse encontro propõe zonas de reflexão, que nem sempre são de apaziguamento, mas de atrito, fricção”, diz Sequeira. “Após definir que obras do acervo fariam parte da mostra, fui em busca de artistas de fora da coleção. Convidamos pessoas de várias procedências: artistas que trazem em seu enunciado um recorte indígena, de questões de gênero, raça, questões sociais do contexto atual. Esses novos atores, ao entrar em contato com a coleção, a reativam, mantém a coleção viva e presente”, diz Alexandre. A mostra vai ser aberta ainda no Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA), no dia 6 de outubro como um recorte intitulado “Pulsões” sob curadoria de Mariano Klautau Filho, curador geral do projeto. Como propõe o título, a mostra do MUFPA enfatizará o tom inquieto do eixo central da edição propondo relações entre corpo e cidade com trabalhos de 7 artistas da Coleção DCF e 8 artistas convidados. 

“O Diário Contemporâneo não é um evento, é um projeto de maior durabilidade que produz para a cidade um acervo importante de fotografia contemporânea, em constante crescimento. Sua coleção é um bem público, pois pertence aos museus, está disponível à visitação e à pesquisa e por isso trata-se de um projeto político, que busca envolver a comunidade de artistas, pesquisadores, estudantes e professores de arte”, frisa o curador geral do Diário Contemporâneo de Fotografia. 

Virtual + educativo

A edição deste ano terá também um “tour virtual” das mostras, que disponibiliza as exposições no formato digital no site do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia,  além de encontros e debates virtuais com a equipe de curadores e artistas. E nos museus, uma equipe interdisciplinar de mediadores receberá o público para visitas guiadas como o programa de ação educativa, para possibilitar aos visitantes novas experiências estéticas, novos olhares sobre as obras, sobre arte.

O DCF é uma realização do jornal Diário do Pará e RBA com patrocínio da Alubar, Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Sebrae-PA, apoio institucional do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA), e colaboração da Sol Informática.  

 

“O Diabo no Copo”, de Jorane Castro, 1988. Coleção DCF – Acervo Museu da UFPA.

 

Serviço

Mostra “Desejos pessoais, pulsões coletivas – Quando as imagens tomam posição”
Museu Casa das 11 Janelas – R. Siqueira Mendes, s/n – Cidade Velha
Visitação até 14/11/2021
de terça-feira a domingo, das 9h às 17h
Entrada gratuita às terças-feiras e aos domingos 1kg de alimento não perecível por 4 ingressos. Demais dias: R$ 4, com gratuidade a estudantes, professores, pessoas portadoras de deficiência e crianças até 12 anos

Mostra “Pulsões – Diálogos com a coleção DCF”
Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) – Av. Gov. José Malcher, 1192 – Nazaré (entrada pela Av. Generalíssimo Deodoro)
Visitação até 28/11/2021
de terça à sexta-feira, das 9h às 17h – finais de semana e feriados, das 9h às 13h
Entrada gratuita