Oficina de Cianotipia: confira a lista de selecionados

Share This:


Foram divulgados hoje (1) os nomes dos selecionados para a oficina “Processos da Cianotipia”, com o fotógrafo e pesquisador Eduardo Kalif, que irá se debruçar sobre um dos primeiros processos de impressão fotográfica em papel. Ao total, 17 alunos participarão da atividade.

O nome “cianotipia” deriva do intenso azul sobre o qual aparece uma imagem branca, ou a cor branca do papel de suporte. Até hoje, a cianotipia é um dos processos que produz imagens  mais permanentes. A técnica fora utilizada também em cópias de plantas de arquitetura, no século XIX,  e utilizada por muitos artistas visuais contemporâneos. A oficina tem como objetivo oportunizar alunos de arte, fotógrafos amadores e profissionais conhecerem e experimentarem uma técnica da gênese da fotografia, explorando suas possibilidades expressivas contemporâneas.

Teoria e prática irão dialogar, num trabalho construído coletivamente. Cada participante produzirá cerca de cinco imagens sobre papel e tecido, em diversos formatos, podendo ainda surgirem propostas de intervenções do grupo.

Confira abaixo a lista de selecionados:

1. Adriana Jordana de Andrade Cardoso

2. Aída Maria de Mello Neto

3. Anderson José da Costa Coelho

4. Durval Monteiro Soeiro

5. Deborah Cabral Rabelo

6. Francisco Emídio Contente Pereira dos Santos

7. Gilberto Bezerra Mendonça

8. Joyce Dias Nabiça

9. João Alberto Cruz Nunes de Moraes Junior

10. Joábne Oliveira de Santa Brígida

11. Josenete Ferreira Mendes

12. Kelvyn Menezes

13. Leopoldina Maria Souza de Araújo

14. Mayara Lopes da Costa Fonseca

15. Nágila Lima d’Oliveira

16. Silvana Modesto da Silva

17. Tayná Paraense Cardel

(Texto: Assessoria de  Comunicação)

Projeto terá programação intensa

Share This:

O II Prêmio Diário Contemporâneo trará também uma extensa programação paralela às mostras, como palestras, oficinas e visitas monitoradas com alunos de escolas públicas de Belém. Como parte do projeto, serão oferecidas três oficinas: “Processos da Cianotipia”, com Eduardo Kalif; “Fotografia Documental”, com Guy Veloso, que recentemente expôs o trabalho “Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo” na 29ª Bienal Internacional de São Paulo; e “Experimentos da Fotografia Contemporânea”, com Alexandre Sequeira.

As palestras, de caráter reflexivo e de elucidação das acepções contemporâneas sobre a linguagem fotográfica, serão proferidas pelo professor da UFPA, Ernani Chaves, que tem reconhecido percurso acadêmico sobre estética; a professora e curadora Marisa Mokarzel, também dedicada à reflexão e análise crítica da arte produzida no Estado; e novamente, o fotógrafo e também professor Alexandre Sequeira, que estabelece o contrapeso, já que produz trabalho autoral. Os temas das palestras ainda serão definidos, de acordo com o tema “Crônicas Urbanas”.

O período para as inscrições, gratuitas, é de 3/1 a 5/2 de 2011. Aguarde a divulgação do número de vagas, horários e locais de realização de cada atividade.

SERVIÇO:

Além do site oficial, acompanhe novidades no twitter @premiodiario.

(Texto: Assessoria de  Comunicação)

Em imagens, a complexidade urbana

Share This:

II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia propõe olhares sobre a cidade

“A técnica está sempre a serviço de uma ideia”, defende o fotógrafo Alexandre Sequeira. A afirmação, segundo ele, serve para conduzir o trabalho fotográfico, que exige compreensões poéticas e sensíveis acima de quaisquer conhecimentos tecnicistas. É claro que com o domínio técnico o fotógrago amplia suas possibilidades de expressões estéticas, mas Alexandre, que integra a comissão de seleção do II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, garante que o conceito também é parte primordial da fotografia. Ele e os professores e curadores Marisa Mokarzel e Tadeu Chiarelli ficarão atentos para a capacidade de reflexão dos trabalhos inscritos. A partir do dia 03 de janeiro, artistas do Brasil inteiro poderão inscrever trabalhos no concurso, que tem como tema “Crônicas Urbanas”.

O projeto pressupõe pensar sobre a cidade como elemento fundamental para a constituição da linguagem fotográfica. Os artistas selecionados serão avaliados quanto à diversidade do pensamento e da linguagem, no campo das imagens e histórias geradas e vividas nos espaços urbanos. “A fotografia é um elemento provocador, indutor da reflexão. O tema está ligado à crise das cidades, que buscam suas soluções para problemas do meio ambiente. As artes plásticas em geral são mais herméticas, mas a linguagem fotográfica é mais fácil para propor, pois é uma linguagem artística imbricada com a nossa vida, já que consumimos imagens”, explica Alexandre.

NOVIDADES

Para a segunda edição, algumas novidades foram estabelecidas, ressaltando o aperfeiçoamento do projeto. A primeira delas é a apresentação de Luiz Braga como artista convidado, com uma parte de sua pesquisa e produção fotográfica expostas em mostra particular, em harmonia com o tema do projeto. Pelo incontestável registro da urbanidade da cidade Belém, de maneira peculiar, desde os seus primeiros ensaios na década de 1970, Luiz Braga vai dialogar com a equipe de organização do projeto a fim de decidir, dentro de seu extenso trabalho, o que poderá compor a mostra. “Serão selecionadas de oito a dez fotografias, que vão ocupar uma das salas do museu, como parte da exposição dos trabalhos selecionados. A fotografia do Luiz tem uma atmosfera urbana de um ponto de vista inusitado”, explica Mariano, que destaca o mais recente trabalho do fotógrafo, “Verde-Noite, 11 Raios na Estrada Nova – Fotografia Night Vision”, no qual ele volta a fotografar a Estrada Nova, em Belém.

Além disso, será montada também uma exposição paralela, no Museu Casa das Onze Janelas, com fotografias dos repórteres fotográficos do jornal Diário do Pará. Mariano conta que a ideia foi lançada pela fotógrafa Irene Almeida, que também compõe a equipe de organização do projeto, e foi proposta justamente porque aqueles fotógrafos estão diretamente relacionados com a dinâmica da cidade, registrando-a diariamente. Agora, as fotografias de 14 profissionais sairão dos arquivos e acervos para o museu. “Eles possuem um trabalho que não é mostrado. Vamos aproximar esse universo, trazer o dia-a-dia da cidade para a fotografia contemporânea. É a maneira de chegar até esses arquivos”, explica o curador. É mais um espaço que abarca o Premio Diário Contemporâneo de Fotografia, que este ano terá mais um mês disponível para as visitações, o que vai viabilizar a ampliação das ações educativas. A exposição ocorre de 15 de março a 15 de maio do ano que vem.

LANÇAMENTO

Durante a solenidade de lançamento da segunda edição, ocorrida no último dia 16, alguns pontos fundamentais foram lembrados, como, por exemplo, o pioneirismo do prêmio, o primeiro no estado pensado exclusivamente para a linguagem fotográfica e seus desdobramentos. O diretor-presidente do Diário do Pará, Jader Barbalho Filho, disse que esse foi o motivo fundamental para a realização do projeto, que foi criado para valorizar ainda mais a já reconhecida importância da produção e reflexão acerca da fotografia desenvolvida ao longo dos últimos anos. “Nós idealizamos esse prêmio com a ideia de valorizar a fotografia. Faltava um prêmio exclusivamente para essa linguagem. Com isso, esperamos elevar o reconhecimento da fotografia paraense”, disse.

Ainda durante o lançamento, foi realizada a entrega simbólica da série “Lugares Imaginários”, de Octávio Cardoso, premiada na primeira edição do prrojeto, ao acervo do MUFPA.

A professora Jussara Derenji, diretora do MUFPA, afirmou que nesta segunda edição a parceria com o grupo RBA se consolida. “Esperamos continuar esta e outras parcerias. Queremos resgatar o papel de vanguarda que a Universidade possuía para as artes visuais na Amazônia, que se perdeu um pouco ao longo dos anos”, explicou.

Karla Melo, representante regional da Vale, patrocinadora do projeto, enfatizou a parceria com o grupo RBA e destacou o compromisso com a valorização e estímulo para a arte. “Nós comemoramos essa parceria. O prêmio está sendo realizado com paixão por vencer desafios e para valorizar a cultura local. Nesta segunda edição o projeto está ainda mais belo, com grandes artistas, que procuram olhar para a cidade com outra perspectiva”.

INSCRIÇÕES

O período de inscrição é de 03/01 a 05/02 de 2011. Para os trabalhos enviados por correio, a data limite para postagem será o dia 5/2/2011. Informações: 3224-0871 / 3242 – 8340.

(Texto: Assessoria de  Comunicação)

Passeio pela fotografia brasileira

Share This:

A dinâmica urbana como metáfora da expansão da linguagem fotográfica norteia o II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, que será lançado hoje, às 19h, no Museu da UFPA. Depois de se debruçar sobre a diversidade cultural brasileira em sua primeira edição, desta vez o projeto toma como ponto de partida a cidade como lugar privilegiado de ação da cultura. E propõe ao artista um exercício sobre o universo urbano, seu cotidiano, suas imagens e representações.

A ideia é exaltar a fotografia em suas múltiplas possibilidades de linguagem, suporte e poética, sob o tema “Crônicas Urbanas”. “O artista contemporâneo é parte importante na reconstrução dos valores urbanos. E a cidade do século XXI é desafiadora para o fotógrafo de hoje, porque é constituída de crise e superação diante das questões sociais, ambientais e artísticas”, diz Mariano Klautau Filho, curador geral do projeto.

As inscrições para o II Prêmio Diário Contemporâneo estão abertas a partir do dia 3 de janeiro e seguem até o dia 5 de fevereiro de 2011. Para ver o regulamento, basta acessar o site do projeto: www.diariocontemporaneo.com.br. O concurso, voltado a artistas de todo o Brasil, oferecerá três prêmios no valor de R$ 10 mil cada: Prêmio Crônicas Urbanas, destinado aos fotógrafos que apresentem trabalhos de abordagem documental, voltada ao cotidiano ou originados de um projeto autoral de documentação; Prêmio Diário Contemporâneo, voltado a todos os artistas selecionados cujo trabalho fotográfico dialogue com a instalação, vídeo, objeto ou performance; e Prêmio Diário do Pará, voltado exclusivamente a fotógrafos paraenses ou atuantes no Pará por pelo menos três anos, abrangendo todas as propostas conceituais.

Os trabalhos serão julgados por uma comissão formada pelo pesquisador e artista visual Alexandre Sequeira, e os pesquisadores e curadores Tadeu Chiarelli e Marisa Mokarzel. A primeira edição do projeto, que recebeu 247 inscrições de 45 cidades brasileiras, consagrou os paraenses Octávio Cardoso e Paulo Wagner Oliveira, e o coletivo Parênteses, de São Paulo, escolhidos nas categorias “Brasil Brasis”, “Diário do Pará” e “Diário Contemporâneo”, respectivamente.

FORMAÇÃO

Além da mostra coletiva, que será realizada no Museu da UFPA com trabalhos dos artistas selecionados e premiados e mais a participação de um fotógrafo convidado pela curadoria, o projeto prevê uma ampla programação que inclui ciclo de palestras, encontros com artistas, oficinas, atividades de arte-educação e publicação de livro. Segundo Jader Barbalho Filho, diretor presidente do Diário, o caráter de formação do projeto, que não se encerra enquanto prêmio, busca incentivar o surgimento de novos artistas.

“Nosso estado sempre se destacou pelo talento dos seus fotógrafos. Entretanto, o público local não tinha tantas oportunidades de apreciar a beleza e talento produzido por esses artistas. O Prêmio Diário Contemporâneo tem o objetivo claro de aproximar artistas do público e, ao mesmo tempo, dar a chance aos paraenses ou residentes no estado de conhecer ainda mais a produção local e nacional. As oficinas e atividades programadas durante o evento permitem a formação, o aperfeiçoamento e a revelação de novos talentos”, diz.

“Em um país que carece tanto de educação, não teria sentido fazermos um projeto que se limitasse a prêmios. O prêmio é muito importante para a sobrevivência do artista, mas este é um projeto de formação e que por isso inclui pesquisa, reflexão e atividades que promovam o encontro do público, do estudante, com a arte fotográfica”, completa Mariano Klautau.

Dentre as novidades desta segunda edição, está uma mostra especial com trabalhos dos fotógrafos do Diário. A exposição, cuja curadoria será assinada por um fotógrafo indicado, será montada no Museu Casa das Onze Janelas, ocupando a Sala Gratuliano Bibas e o Laboratório das Artes. É importante destacar que a participação na mostra não inviabiliza a inscrição dos fotógrafos do Diário como candidatos ao prêmio.

LIVRO

A cerimônia de hoje também marca o lançamento do livro-catálogo da primeira edição do projeto. Além das imagens dos trabalhos que integraram a mostra, a publicação reúne textos críticos, artigos e entrevistas que servirão como referência para quem pesquisa arte no Brasil. “O catálogo do prêmio reflete o seu caráter formativo. Temos, por exemplo, textos como o da [fotógrafa] Cláudia Leão, que atualmente desenvolve tese de doutorado na PUC de São Paulo, e uma parte importante da pesquisa de mestrado do jornalista e curador de fotografia Eder Chiodetto sobre mídia e representação, onde ele analisa a fotografia como informação na imprensa contemporânea. Este trabalho foi defendido no programa da Escola de Comunicação e Artes da USP e foi publicado em primeira mão no catálogo do Prêmio Diário Contemporâneo”, adianta Klautau.

“Destaco também o excelente artigo de Patrick Pardini sobre paisagem e retrato, que nos ajuda a pensar o conjunto de imagens que compuseram a mostra de fotografia da primeira edição do prêmio. Poder fazer uma publicação deste tipo é ainda raro no Brasil e estamos fazendo isso aqui no Pará”, ele ressalta.

Para Karla de Melo, gerente de comunicação regional da Vale, patrocinadora do projeto, “O catálogo proporciona um convite: a partir da visão particular de cada fotógrafo, podemos entender melhor a diversidade que torna nosso país um lugar único. Além disso, cada fotografia proporciona um deleite visual que faz bem ao olhos e à alma”.

PARTICIPE

Lançamento do II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Hoje, às 19h, no Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher, esquina com Generalíssimo Deodoro). Entrada franca. Informações: 3224-0871 / 3242–8340 e contato@diariocontemporaneo. com.br. Realização: Diário do Pará. Apoio: Museu da UFPA. Patrocínio: Vale.